sábado, 28 de julho de 2007

MORREMOS TODOS

por Diogo Mainardi
28.07, 11h17


Quando é que derrubaremos Lula?

A posse do ministro da Defesa, na última quarta-feira, foi o espetáculo mais indecoroso da história política brasileira. Lula ria. Nelson Jobim ria. Tarso Genro ria. Guido Mantega ria. Celso Amorim ria. Juniti Saito ria. Marco Aurélio Garcia ria. Por algum motivo, até mesmo o demitido Waldir Pires ria. Lula provavelmente se regozijava por ter se safado, segundo seus cálculos, de mais uma fria. No caso, os 200 mortos da tragédia da TAM. Ele repetiu despudoradamente, com sua risada, o gesto de escárnio feito por Marco Aurélio Garcia em seu gabinete, no Palácio do Planalto. Que espécie de gente tripudia sobre 200 mortos? Como alguém pode atingir esse grau de pusilanimidade? Se um dos militares presentes naquela sala batesse vigorosamente as botas, Lula e seus ministros com certeza sairiam em disparada, aos gritos, acotovelando-se e pisoteando-se no carpete verde. Eles só sabem cuidar da própria pele e do próprio bolso. Dane-se todo o resto.

Ninguém derrubará Lula. O que vai acontecer conosco é muito pior: um progressivo desmoronamento da sociedade. É sempre complicado tentar apontar o momento em que um país se perde irremediavelmente. Mas, se eu fosse apostar, apostaria todas as fichas que ele ocorreu na posse de Nelson Jobim, na quarta-feira passada. Entre uma tirada de bar e outra, Lula profanou os 200 corpos dando a entender que o desastre poderia servir pelo menos para diminuir as filas da ponte aérea. Uma sociedade resiste a um governo corrupto. Ela resiste também a um presidente incapaz. O que elimina qualquer possibilidade de convívio é o triunfo dessa boçalidade predatória que caracteriza Lula e sua gente. Eles cercaram a cidadela e ficaram esperando que nossas reservas de civilidade acabassem. Elas acabaram. Estamos desarmados e rendidos.

O Brasil é um buraco. Nunca fizemos algo que prestasse. Mas até outro dia ainda tínhamos uma vaga idéia de como nos comportar. E era essa vaga idéia que mantinha o país andando. Andando de lado, mas andando. Uma das regras de comportamento que a gente seguia era manter certa dose de compostura diante da dor pela morte de alguém. Lula violou essa regra. Depois de violá-la, tripudiou mais uma vez, ensinando aos familiares dos mortos do desastre da TAM que "é preciso que a gente tenha momentos de descontração para tornar a vida menos sofrível". Um dia Lula morrerá. Mas nós já teremos morrido antes dele.

Vôo 3054 da TAM

sexta-feira, 27 de julho de 2007

DEPOIMENTO DE MÃE QUE PERDEU DOIS FILHOS NO ACIDENTE




No dia da tragédia do Airbus, entre as imagens que mais emocionaram o país estavam as de Cristiane Bueno, a mãe filmada no momento em que recebia a notícia da morte dos dois filhos no acidente. Na sua primeira entrevista, ela falou à repórter Carla Modena.

Cristiane ainda tem dificuldade em acreditar no que aconteceu. “Parece que não caiu a minha ficha ainda. Você vê no jornal o nome dos seus filhos, para a missa deles... e fala, ‘não, não é isso!’”.

Na hora do acidente, Cristiane estava com o ex-marido em Congonhas esperando os filhos, que vinham da casa do avô, em Porto Alegre. “A gente fez aqueles cartazes Rafaela, com ‘Miss Rafaela’ e Mr. Caio’, e estava esperando”, ela lembra. “Começou a desembarcar um pessoal que tinha chegado da sala de desembarque desesperados, dizendo que um avião tinha caído".

Os bombeiros já trabalhavam no prédio onde o avião bateu quando veio a confirmação: era o vôo 3054. O desespero de Cristiane se tornou um símbolo da dor de outras mães.

Caio tinha 12 anos, e Rafaela, 17. Foi o piercing, adereço comum na adolescência, que ajudou na identificação do corpo da filha. Rafaela já estava na faculdade, mas a imagem que Cristiane guarda dos filhos é a de duas crianças. “São meus filhinhos ainda. Pra mim eles eram tudo. A coisa que eu mais fiz de perfeito no mundo, morreu, só isso!”, ela diz, emocionada.

Apesar da comoção, Cristiane teme que a tragédia caia no esquecimento. “Não vamos fechar a porta de casa e falar ‘pô, que tragédia, né?’, e no dia seguinte fazer como se nada tivesse acontecido. Porque aconteceu”. Ela faz um apelo: “A gente tem que parar, parar de reclamar, parar de chorar, parar de se lamentar e dar um basta. Eu não sei como: protestando, manifestando, criando. Tem que haver algum modo, algum jeito de nós nos tornarmos verdadeiros cidadãos, em tudo”.

Para os governantes, ela pede respeito e atitude: “Eu queria transferir o meu luto, a minha vergonha, para as famílias daqueles que deviam honrar os cargos deles com atitudes, com soluções, com respostas”.



PARA CRISTIANE


É Cristiane, há pessoas demais nesse país que não honram os cargos que ocupam - nem as profissões que exercem, nem ao juramento profissional que tenham feito, nem a Constituição Brasileira. Essa gente, com certeza, não passará a fazê-lo nem depois do seu apelo, nem depois da morte de seus dois queridos filhos e de outros tantos filhos, pais, avós, maridos, esposas e amigos queridos. É simples, Cristiane, eles não sabem o que é honra.

Mas, felizmente, ainda há os brasileiros que a exercitem. E são estas pessoas que devem tirar dos cargos que ocupem aqueles que lá não deveriam estar, justamente pela sua falta de competência, não só técnico-profissional, mas também e principalmente emocional - o que lhes qualifica como pessoas de mau caráter, de péssima índole, covardes, aproveitadores, gananciosos, burros por natureza e desespiritualizados.


Como disse o mandatário desta terra que já foi uma nação, em tardio pronunciamento em cadeia nacional, direcionado aos brasileiros e aos parentes das vítimas do acidente com o Airbus da TAM, "Nada que se possa fazer trará de volta aqueles que amamos e perdemos... Sei que não há palavras para confortá-los nesta hora..." Foram as únicas verdades que pronunciou. Realmente nada trará de volta à vida aqueles que morreram na tragédia e também não são palavras que confortarão aos que neste mundo ficaram com as dores da perda e da saudades de seus entes queridos.


Mas há muito o que fazer e o que falar para que a morte não seja vista em tantos casos como simples contingência da vida humana. Não só as mortes destes brasileiros, mas de tantos outros milhares que têm morrido por este país, vítimas de acidentes nas estradas mal feitas e esburacadas, nos hospitais sem recursos e sem atendimento, nas ruas - vitimadas pela violência urbana-, nos asilos e nos casebres onde desfalecem os aposentados cuja renda não permite que sobrevivam condignamente, nos confins desta terra onde centenas de pessoas definham por não receberem indenizações que lhes são devidas pelos governos que se sucedem. E são tantos os mortos...


A vida realmente não tem preço. Mas a morte de milhares de pessoas deve sim ser avaliada e sobre seus causadores deve também se impôr a justiça - a dos homens, que seja pelo menos. E muitos, muitos brasileiros já desejam que esta conta seja feita. Já passou da hora!

Devolução de medalhas

Fonte: Jornal da Globo
Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Pilotos e pessoas ligadas a aviação não gostaram de ver diretores da Anac receberem a condecoração Santos Dumont três dias depois do pior acidente aéreo da história do Brasil. Alguns deles querem devolver suas medalhas.

Foi com espanto que o ex-comandante Milton Comerlato, condecorado com a medalha mérito Santos Dumont, reagiu ao saber da notícia. “Eu não quis ver, não olhei na televisão. E achei que foi uma agressão muito grande aos 200 mortos”, disse o ex-piloto.

Na semana passada, o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, a vice-presidente da agência, Denise Abreu, e dois diretores receberam a premiação em Brasília.

Vinte anos atrás, Milton Comerlato, que na época trabalhava na maior companhia aérea do pais, ganhava a mesma distinção, por nunca ter se envolvido num acidente. “Eu recebi por mérito, não por política”, ele diz. Apesar da resignação, Milton pretende deixar a medalha de herança para os quatro filhos aviadores.

A medalha do mérito Santos Dumont foi criada em 1956 pelo então presidente Juscelino Kubischeck para premiar militares, cidadãos brasileiros e estrangeiros que tenham prestado serviços relevantes à Aeronáutica.

O presidente da Associacão Nacional em Defesa dos Diretores dos Passageiros do Transporte aéreo foi um dos primeiros a anunciar a devolução da medalha. Desde 1988, Claudio Candiotta exibe seu diploma no escritório de trabalho.

Ele está nos Estados Unidos e, por telefone, disse que na volta ao Brasil vai reunir outros colegas para também devolver a premiação que receberam. “Eu considerei uma falta de respeito à memória das vítimas, às famílias das vítimas e à própria história de Santos Dumont. Eu considero que perdeu o sentido, desvirtuaram o espírito dessa medalha”, disse Candiotta.

O piloto Nelson Riet Correa mandou nesta quinta-feira um ofício ao comandante da Aeronáutica se desfazendo da distinção, que ele considerava um reconhecimento pelas 25 mil horas de vôo pilotando Boiengs no Brasil e na Europa.

Eu tenho certeza que os brasileiros näo apóiam essa condecoração, vendo o que se está se vendo aí, esse desastre aéreo em todas as áreas. É uma forma de protestar”, acredita Correa.





EMPRESÁRIO GAÚCHO VAI DEVOLVER MEDALHA SANTOS DUMONT
Fonte: Zero Hora/RS
Por: HUMBERTO TREZZI


O empresário gaúcho Cláudio Candiota Filho, 56 anos, quer expressar com um gesto forte sua solidariedade às 199 vítimas do desastre com o avião da TAM. Vai devolver a Medalha do Mérito Santos-Dumont, recebida em 1989 da Aeronáutica, por serviços prestados à aviação com sua empresa de turismo. Candiota, que também é piloto civil, ficou revoltado ao saber que a mesma honraria foi dispensada a diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na semana passada, três dias depois da tragédia em São Paulo.


Nesta entrevista, concedida ao jornal Zero Hora, desde os EUA, onde participa da tradicional feira de aviação de Oshkosh (Wisconsin), o empresário fala sobre o caos aéreo que motivou sua decisão.

Zero Hora - Por que o senhor decidiu devolver a medalha Santos-Dumont?

Cláudio Candiota Filho - Recebi a Medalha Mérito Santos-Dumont em 1989. Fiquei sabendo que os diretores da Anac haviam recebido a Medalha Santos-Dumont quando estava saindo do velório de Paulo Rogério Amoretti Souza, ex-presidente do Inter, a quem conhecia há muitos anos. Um coronel da FAB telefonou para meu celular e, estarrecido, me contou. De imediato, veio a lembrança das famílias das vítimas da tragédia da Gol (em setembro de 2006) reclamando do tratamento inadequado que haviam recebido da diretora da Anac, Denise Abreu. As famílias pediram ao governo o afastamento da Anac.

ZH - O senhor entende que os diretores não merecem a distinção concedida pela Aeronáutica?

Candiota Filho - A medalha é concedida para quem tem relevantes serviços prestados à Aeronáutica. Ao que me consta, nenhum dos diretores da Anac agraciados na semana passada tem relevantes serviços prestados à Aeronáutica.

ZH - Quando o senhor pretende devolver a medalha?

Candiota Filho - Pretendo devolvê-la, formalmente, quando retornar ao Brasil. Os agraciados da Anac foram, no mínimo, omissos diante das duas tragédias.

ZH - O senhor acredita que pode acontecer um movimento de devolução coletiva?

Candiota Filho - Olha, ouvi falar que o comandante Nelson Riet Corrêa pretende devolver a dele. Vou devolver a minha medalha porque minha consciência e dever ético assim determinam. É o mínimo que poderia fazer em respeito à memória das vítimas da Gol e da TAM. Todas são vítimas da omissão e da má gestão da Anac e, por óbvio, de seus diretores. Quanto às medalhas, o importante é descobrir quem mandou concedê-las. Alguém mandou. Seja lá quem for que decidiu dar a medalha, teve uma idéia péssima em um momento pior ainda.

ZH - A quem o senhor atribui a culpa pelo caos aéreo?

Candiota Filho - A aviação, tanto civil, quanto militar, não sobrevive sem hierarquia, disciplina e profissionalismo. Sem esse tripé, o sistema desaba. Esses três requisitos foram retirados com a entrada da Anac e do Ministério da Defesa. Acabou o sistema. Quando o DAC foi extirpado do Sistema de Aviação Civil e, em seu lugar, colocado um corpo estranho, chamado Anac, ocorreu a falência múltipla de órgãos combinada com rejeição.

ZH - Quais as conseqüências disso?

Candiota Filho - Nesse período desapareceu a maior e mais tradicional empresa aérea do Brasil, a Varig. Até aí, não seria nada, se não tivessem sido cancelados 200 vôos por dia. A qualidade dos serviços aéreos caiu vertiginosamente, os preços subiram estratosfericamente, instalou-se o caos nos aeroportos. Um colapso total do sistema de transporte aéreo brasileiro, algo jamais visto desde Santos-Dumont. Milhões de usuários foram e continuam sendo lesados. E, para culminar, os dois maiores desastres aéreos da história do Brasil, com quase 400 mortos.

ZH - Qual seria a saída?

Candiota Filho - Diante de todo esse descalabro, só há uma solução:recolocar profissionais para, primeiro, administrar o caos e sair dele. Aqueles que geraram o caos nos aeroportos não têm a menor condição de administrá-lo e encontrar uma saída, até porque não sabem o que fazer. Assim, sobra apenas uma alternativa: extinguir a Anac, revogando a lei que a criou e restabelecer o antigo DAC, subordinado ao extinto Ministério da Aeronáutica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de optar entre sacrificar cargos ou sacrificar vidas.

ZH - Como o senhor vê a nomeação de Nelson Jobim como ministro da Defesa?

Candiota Filho - Que eu saiba, o Nelson Jobim é um excelente advogado, o que não significa que entenda alguma coisa de aviação, transporte aéreo e defesa. O caos aéreo vai continuar.

Ministro da Defesa, incógnita chave para eventual 3º mandato

Por Orion Alencastro

Do Observatório de Inteligência

Do site: Brasil Acima de Tudo (http://brasilacimadetudo.lpchat.com/)


Foi com extrema indiferença que assistimos os atos de investidura do advogado Nelson Azevedo Jobim e de transmissão do cargo de Ministro de Estado dos Negócios da Defesa, o primeiro em cerimônia presidida pelo Chefe da Nação, Luiz Inácio da Silva, e reproduzidos pela mídia.

Em um país continente, se contasse com uma sociedade civil e política instruída e educada, o ato teria ampla repercussão e um ambiente apropriado para receber inúmeros convidados e figuras das mais significativas na condução do destino do país.

A posse do político, mais um do PMDB, foi apenas mais um evento de escolha de um sucessor na direção do Ministério da Defesa, sempre aqui tratado como o ministério trambolho criado por FHC, sob a pressão do apadrinhamento de Bill Clinton. Na verdade, foi um sutil complô contra as forças de defesa da América Latina para a facilitação da cobiça internacional, dentro do marco da globalização. O objetivo: neutralizar o assessoramento e a participação direta das forcas armadas no conjunto da governança política e estratégica do país, conforme recomendação do famigerado Diálogo Interamericano.

Diplomacia e inteligência em jogo

Se, para a comunidade nacional, a nomeação do novo ministro significou um ato meramente administrativo face à emergência da questão de segurança da aviação civil, visando salvar as aparências da incompetência do Governo, no campo externo a notícia foi amplamente registrada e comentada.

Os distintos serviços de inteligência civis e militares dos países mais expressivos nas relações com o Brasil entraram em operação para subsidiar seus governantes com o significado do novo titular, ao mesmo tempo em que as embaixadas acreditadas em Brasília despachavam seus relatos circunstanciais às respectivas chancelarias. Diplomacia e Defesa são faces de uma mesma moeda na ação político-estratégica internacional, ambas se complementam para o estabelecimento e projeção de acordos, alianças, cooperação e salvaguardas geopolíticas.

Diplomacia 3º mundista
Os EUA, países europeus e asiáticos concentram especiais atenções na estabilidade política, na democracia e nas garantias jurídicas para a segurança de seus interesses na América Latina, principalmente em relação ao Brasil. Na reflexão de gabinetes de distintos governos e organismos internacionais, há duvidas em relação ao que acontece nos bastidores do governo presidido por Luiz Inácio da Silva.

A atitude morna do governo brasileiro frente às questões do terrorismo internacional, narcotráfico, contrabando de armas, o cumprimento dissuasivo da agenda do Foro de São Paulo e as mesuras para com o ditador Hugo Chávez, o veterano Fidel Castro e os paises em órbita da Venezuela, instigam os vários centros de decisões e centros de estudos estratégicos internacionais que exercitam a análise prospectiva.

O Brasil, aos olhos do mundo democrático, necessita esclarecer as dúvidas que pairam sobre o seu destino político. A ordem global aguarda a sua determinação para ser potência de 1a. grandeza, o seu verdadeiro conceito estratégico nacional, ou então que se definhe de vez, arrastando-se pelo terceiro mundismo com a atual orientação do triunvirato da diplomacia tupiniquim.

Falamos do trio Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim e Pinheiro Guimarães, os instrumentadores do pensamento e da língua do metalúrgico presidente, apoiado no poder pelos movimentos sociais, pelos correntistas do fomiséria, pelas forças subterrâneas de sustentação e a “aliança” partidária.

A arte do 3º mandato e as Forças Armadas

O ditador Hugo Chávez ensinou seu aprendiz brasileiro a se manter no poder incólume, esquecendo a opinião pública e falando sempre para os de baixo. Recordemos, Luiz Inácio da Silva externou interesses de ter Jobim como o seu vice de chapa na estratégica da reeleição. Este, na qualidade de ex-chefe do STF, seria o elemento chave para futuras manobras com o judiciário e excelente cabo de guerra para aprimorar intimidades com os parlamentares no período legislativo 2007-2010.

No momento, o Chefe da Nação se orienta com pareceres sigilosos de juristas para os cenários de possibilidades de imitar Chavez na permanência pós 2010.

Fatos inusitados estariam por acontecer pelo processo gramscista e pela guerra assimétrica das forças sociais controladas e subsidiadas pelo 4o andar do Palácio do Planalto, sinalizadas pela forca nacional de guerrilha rural e urbana, sob coordenação dos companheiros dos MSTs e da CUT, e das ações submersas do anfíbio vermelho petista pelo pais, desde a denúncia da quadrilha de criminosos que agiam à sombra do presidente da República.

Por outro lado, não seria surpresa para o Observatório de Inteligência, com a investidura de Jobim na Defesa, o presidente vir a distrair os militares com novos brinquedos de guerra e conferir-lhe bons soldos, à semelhança do que pratica o ditador Hugo Chávez.

Isto significa ludibriar os cidadãos de fardas, capitulando suas consciências, fazendo-os traidores da Nação, através da concordância de que, para o quadro da situação criado pelo gramscismio até 2010, seria aconselhável instituir facilidades eleitorais ou jurídicas para o acalentado 3o mandato do domiciliado no Palácio da Alvorada.

O Ministério da Defesa da Inglaterra levou 40 anos para ser instituído. Aqui no Brasil, nasceu de uma penada e hoje, reúne uma galeria de retratos de incompetentes. Fazemos votos de que Nelson Jobim seja uma surpreendente revelação no Ministério da Defesa para o bem da nossa sofrida e querida Pátria.

Indicação para a Defesa

Por: Amilcar Brunazo Filho

A angustia dos brasileiros perante a crise no setor aéreo é tanta que o nome do Nelson Jobim para ocupar o Ministério da Defesa tem sido muito bem aceito pela imprensa e pela classe política (tanto situação quanto oposição).

Os argumentos a favor do novo ministro giram em torno de "personalidade forte" e "autoridade marcante" como se necessitaria no momento.

É certo que o medo de sofrer um acidente aéreo (acredito que a grande maioria dos leitores desta mensagen viajam em aviões) é profundo e desperta ansiedades irresistíveis, nem sempre percebidas.

Mas me parece impróprio se aceitar como Ministro da Defesa, para exercer o cargo com autoridade forte, o nome daquele que como presidente do STF ficou conhecido como notório engavetador de processos polêmicos (pedidos de vistas infindáveis) e como parlamentar constituinte adulterou de forma subreptícia o texto da Constituição, para beneficiar os credores da dívida externa brasileira.

O mérito da modificação na Constituição introduzida pelo Jobim até poderia ser objeto de debate sob seus aspectos macro-econômicos e de ideologia política.

Mas não estou aqui me referindo ao seu mérito e sim à maneira sorrateira como este adulteração foi feita, que revela inegável desprezo do autor pelos princípios democráticos. O fato de anos depois ter revelado que
adulterou a constituição, enganando seus pares, sem no entanto revelar qual foi a adulteração, só reforça seu desrespeito aos princípios ético-políticos modernos.

Num trabalho espetacular de pesquisa, o economista Adriano Benayon e o professor de matemática da UnB Pedro Dourado Rezende conseguiram determinar qual foi a adulteração introduzida pelo Nelson Jobim à Constituição. Vejam em : http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/fraudeac.html

Não vejo como aplaudir e manifestar esperança quando um político com este perfil é indicado para comandar uma pasta ministerial com abrangência sobre todas as nossas forças armadas.

Por: Eng. Amilcar Brunazo Filho
Santos, SP - www.votoseguro.org
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