quinta-feira, 16 de agosto de 2007

QUANDO UM HOMEM AMA SEU TRABALHO

Christina Fontenelle

“Foi de raiva, não. Foi de tristeza mesmo”. Assim o Chefe do Cenipa, Brigadeiro Jorge Kersul, respondeu à pergunta do repórter do Correio Brasiliense, sobre se estaria chorando de raiva, ao deixar, por alguns instantes, a sala onde participava de uma reunião na CPI do Apagão do Senado que recebia a denúncia dos parentes das vítimas do acidente ocorrido com o vôo 1907 da Gol, em setembro de 2006, sobre o extravio de documentos das vítimas. Kersul foi abordado pelo repórter, logo após ter recebido o abraço de apoio da viúva de uma destas vítimas.

Não se pode tirar o direito que os parentes têm de estar indignados com o fato de os documentos extraviados de pelo menos uma das vítimas do acidente da Gol terem sido usados para financiar a compra de um carro.

Realmente é um absurdo. Entretanto, Maurício Saraiva, o marido da senhora cujos documentos foram usados e cujo celular teria sido negociado no mercado negro do Rio de Janeiro, foi logo atribuindo a culpa do que ocorreu à Aeronáutica. Por enquanto, numa triste coincidência, a família de Saraiva foi a única a ser vitimada por crimes desse tipo. Em que pese a dor desse marido, seus argumentos para imputar a culpa do ocorrido à Força Aérea são duvidosos. Ele disse que a área teria sido isolada (num raio de 20 quilômetros?) pela Aeronáutica e que esta não teria permitido o acesso de familiares, de policiais, e, inclusive, que teria “proibido” a Gol de atuar no resgate. Em respeito à dor do Senhor Maurício, vamos considerar que suas queixas possam ter sido, digamos, manipuladas sabe-se lá por quem, mas com a nítida motivação de atribuir à Força Aérea uma culpa que ela não tem e atitudes que ela também não teria tido como controlar e/ou determinar, principalmente no caso específico de um acidente das características como aquelas das do ocorrido com o Boeing da Gol..

O mais sensato seria procurar os criminosos envolvidos em mais uma dessas falcatruas que tanto povoam os noticiários brasileiros. Dizer que vai processar o Estado porque não pode processar a Aeronáutica é um pouco demais. Poderia começar, por exemplo, processando a revendedora do carro (ou a financeira dque trabalha com a revendedora) por não ter tido o cuidado de verificar a autenticidade dos documentos apresentados para fazer a transação de compra do veículo e nem se o portador dos documentos era realmente quem se representava neles. Vai o caro leitor tentar entrar na revendedora da esquina, para comprar um carrinho qualquer modelo “mil novecentos e lá vai pedrada”, com documentos falsos para ver se consegue! Isso é caso de polícia! Coisa de criminoso comum e não de crime organizado de uma instituição!

É verdade que muitos pertences das vítimas não tenham sido recuperados, dentre eles os documentos de, talvez, muitas delas. Mas, não é nem um pouco difícil de se entender o porquê, principalmente quando se pode ter acesso a vários filmes – todos disponíveis em sites como o You Tube, por exemplo – para se ter uma idéia da enormidade da área pela qual se espalharam os destroços da aeronave da Gol, e, conseqüentemente, é claro, as bagagens e, inclusive, corpos e/ou parte deles. Já foi exaustivamente explicado, também, que o “chão” da floresta recebe uma enorme quantidade de folhas por dia, fazendo com que toda e qualquer coisa sobre a sua superfície seja rapidamente coberta e até mesmo com que sofra um acelerado processo de decomposição.

Um desses vídeos é o da reportagem exibida pela rede Record de TV (abaixo), no programa Domingo Espetacular, no qual pode-se observar claramente o tamanho da tragédia ocorrida naquele 29 de setembro. O repórter faz uma caminhada por dentro da mata, até chegar ao ponto onde estavam concentradas as operações de resgate. Numa jornada que durou cerca de duas horas, o repórter mostrou objetos das vítimas e pequenos pedaços da fuselagem da aeronave que começavam a aparecer na mata, espalhados por todos os lados, mesmo quando ainda faltavam alguns minutos de caminhada até à clareira principal da operação de resgate da Aeronáutica. Já quase no final do vídeo, o repórter mostra como fica uma nota de R$ 10,00, depois de estar exposta na floresta por alguns poucos dias. É impressionante!

Estou defendendo a Aeronáutica? Não. Absolutamente. Estou defendendo os fatos. Defendendo o direito que os leitores têm de que sua inteligência e de que sua memória sejam respeitados.Defenderei pessoas, instituições e fatos sempre que puder. Defendi os pilotos, defendi as vítimas, defendi seus parentes. Mas, sempre que for necesário, falarei o que tiver que ser falado, apontarei os erros, as omissões e o que quer que seja. Meu compromisso é com a busca da verdade. Não uso a imparcialidade como desculpa para divulgar mentiras e nem para omitir o que quer que seja.

Não estou sendo imparcial? Estou sim. Não é culpa minha que o conceito de imparcialidade venha sendo deformado. É isso mesmo. Ser imparcial não é somente divulgar os dois ou os vários lados de um fato, de um problema, ou de opiniões que são debatidas publicamente, através da imprensa. Ser imparcial é manter-se no eixo da razão e da busca da verdade e do esclarecimento. Dessa forma, sempre que alguém emite publicamente uma opinião ou afirma ter feito isso ou aquilo, para manter a imparcialidade, o jornalista tem a obrigação de colocar à disposição de seus leitores e/ou telespectadores informações sobre fatos que comprovem ou que desmintam tais opiniões ou atitudes. Fingir que não sabe de nada e deixar a última palavra com quem acha que pode dizer e "desdizer" o que quer não é ser imparcial - é ser um mal profissional, um "deixa-se manipular" ou qualquer coisa do gênero.

Seguem, abaixo, alguns videos que mostram os trabalhos de resgate dos corpos e do que foi possível dos pertences dos ocupantes do vôo 1907 da Gol acidentado.São fatos. Não deixam dúvidas sobre o enorme esforço de todos os profissionais envolvidos em fazer o melhor trabalho que poderiam diante da tragédia.

Depois de assistir a estes videos, é difícil imaginar que alguém envolvido nesses trabalhos de resgate tenha tido a frieza de bolar golpes com documentos e compertences das vítimas. Mas, existem PESSOAS que, infelizmente, mais parecem animais. Elas existem em todos os lugares. Gente desonesta e sem escrúpulos existem nas FFAA, nos Bombeiros, no IML, entre os profissionais liberais e até no Governo (vide a denúncia do Procurador Geral da República sobre a quadrilha dos 40 ladrões do Planalto). Por isso, mesmo que tenha sido alguém da Aeronáutica o responsável pela captura do celular e dos documentos de uma das passageiras que acabaram sendo usados em golpes, isso não é motivo para que se denigra o trabalho de uma Força inteira - a não ser que o fato tenha servido justamente para isso. Impossível? Convenhamos, no nosso país de hoje, NADA É IMPOSSÍVEL!

Nos videos abaixo, a atuação do Brigadeiro Kersul na CPI do Apagão.

O Brigadeiro chorou. Chorou, segundo suas próprias palavras, de tristeza. Tristeza pelo que se transformou nosso país, certamente. Tristeza pelos salários que são pagos aos profissionais das FFAA. Tristeza pela injustiça com que vêm sendo tratados estes profissionais - há anos! Tristeza pela impotência de uma gente que não sabe mais reagir (ou não consegue).

Como todo homem que se preza, Kersul defendeu seus subordinados. Assinou embaixo: Homens de Honra (veja ao lado). Agiu como devem agir os verdadeiros líderes. Assim também o fez um dos chefes de departamento que trabalhava do prédio da TAM atingido pelo Airbus da mesma companhia, no último dia 17 de julho. Aquele chefe morreu para salvar seus funcionários - recusou-se a abandonar seu posto enquanto seus funcionários não estivessem a salvo.

Há tantos homens bons e honrados neste país... na nossa aviação. Tantos pilotos civis de extrema competência, tantos técnicos e mecânicos excelentes, tantos engenheiros brilhantes, tantos militares eficientes e cumpridores dos seus deveres... Toda essa gente esmagada por uma briga insensata entre civis e militares, toda essa gente calada e submetida por uma minoria de pessoas incompetentes e sem caráter.
Até quando vamos chorar por nossos vivos e por nossos mortos?

CHORO DIANTE DA PLATÉIA PROSTITUTA DA POLÍTICA
Geraldo Almendra
17/agosto/2007
“... Toda a vida política nacional tornou-se uma agitação de superfície que só serve para encobrir e garantir a supremacia petista.

Nem conto, nesse diagnóstico, com o fato incontestável de que quase todos os antipetistas na classe rica estão tão sujos e comprometidos em esquemas de corrupção quanto a própria elite petista, com a diferença de que esta sabe mais da vida deles do que eles jamais saberão dela.

Nem menciono a evidência banal de que todo o trabalho petista se apóia numa elaboração analítica e estratégica de muitas décadas, que lhe dá uma retaguarda histórica e um horizonte de consciência incomparavelmente mais vastos do que seus adversários podem sequer imaginar.

E não é preciso lembrar que a assim chamada “oposição”, culturalmente cercada e enquadrada pela hegemonia gramsciana desde pelo menos duas gerações, nem mesmo consegue raciocinar fora dos parâmetros impostos pela cosmovisão esquerdista que domina até os pontos mais íntimos e discretos do imaginário nacional.

O fato de que até manifestações populares modestas e limitadíssimas, como as que se viram nas semanas passadas, surjam aos olhos do PT como intoleráveis ameaças golpistas, mostra até que ponto o esquema dominante se afeiçoou às delícias de um poder absoluto que nem mesmo precisa destruir fisicamente seus adversários porque psicologicamente já os colocou de joelhos...” (Olavo de Carvalho)


Nunca pensei ver tal cena.

Um oficial de nossas Forças Armadas chorando dentro do covil da prostituição da política.

O que está acontecendo com nosso país?

É inadmissível um homem - um militar de alta patente - depois de anos de treinamento para defender o país em ações de guerra, perder a resistência moral diante das pressões de uma canalha comunista corrupta e prostituta da política que já fez da estrutura do Estado uma matriz do Politiburo do petismo no país.

Que tipo de Forças Armadas nós temos?

Quando os guerrilheiros urbanos dos “movimentos sociais”, resolverem abrir seus porões de armamentos, serão rechaçados com espingardas de chumbinho ou pedidos de desculpas!

Que vergonha!

Enquanto canalhas da corrupção das “gangs dos quarentas” praticam a prevaricação como padrão de comportamento e desviam sem parar o dinheiro dos contribuintes para garantir seu enriquecimento ilícito assim como para financiar o projeto de poder perpétuo do petismo, aqueles que teriam a obrigação constitucional de dar comandos de basta (!) na patifaria que tomou conta dos podres Poderes da República, se escondem nas casernas, viraram empregados do Circo do Retirante Pinóquio, e se deixam humilhar, em rede nacional, diante das “comitivas” formadas pelos servos políticos da corja socialista que domina a estrutura do Estado.

Como muito bem colocado por um jornalista, temos que reconhecer que o PT “nem mesmo precisa destruir fisicamente seus adversários porque psicologicamente já os colocou de joelhos”.

Não existem explicações racionais – a não ser a ignorância das massas exploradas pela desonestidade e pela delinqüência eleitoral – para o que está acontecendo com a sociedade brasileira, diante do inexorável avanço do populismo assistencialista como forma de garantir o poder perpétuo do petismo no país, forma de socialismo decadente que está trilhando os caminhos da corrupção e do corporativismo sórdido público e privado como instrumentos de manutenção dos esclarecidos sob controle.

Todos estão se calando diante da absurda exploração dos contribuintes com a maior carga tributária do mundo para financiar a máquina empreguista de militantes da destruição dos nossos sonhos de democracia, e para fazer cada vez mais ricos os beneficiados pelo financiamento da dívida interna – banqueiros e seus clientes acionistas da massa falida Brasil SA –, em detrimento dos necessários e urgentes investimentos na infra-estrutura econômica e social do país.

Nosso país (não mais nosso, pois já está nas mãos da canalha comunista) já está dominado pelas sementes do socialismo mais sujo e mais decadente, com seus mentores e praticantes protegidos por um poder Judiciário relativista e corporativista sórdido, e por um poder Legislativo que se transformou em uma casa de tolerância para garantir os prazeres do “relaxa e goza” dos prostitutos e das prostitutas da política.

A meritocracia da educação, da cultura, da moralidade e da ética, em um ambiente de desenvolvimento econômico social, são coisas do passado de um regime militar; cederam lugar à “meritocracia” da corrupção e das regras de convivência espúrias entre as antigas e novas oligarquias políticas prostitutas que estão deixando para trás nossos sonhos de viver em uma verdadeira democracia com dignidade, progresso e justiça social.

A sociedade brasileira está abrindo mão de fazer a revolução necessária para transformar nosso país em um exemplo de moralidade, ética, dignidade e justiça social e permitindo que nos qualifiquem como uma aldeia do mundo calhorda do socialismo mais decadente, mais corrupto e mais prostituído do mundo ocidental.

Diante do silêncio das Forças Armadas pelas sistemáticas agressões sofridas após o regime militar, resta-nos, agora, depois do choro humilhante de um oficial diante da platéia prostituta da política, a luta armada clandestina, ou um “silêncio” sem recursos, de uma luta verbal, que está deixando de ter sentido pela covardia, cada vez maior, que a maioria dos esclarecidos - ainda honestos e patriotas - tem de enfrentar o inimigo número 1 do país e da democracia, assim como de lutar contra os seus cúmplices.

A moda agora é aproveitar os caminhos dos concursos públicos, ou alternativos, para entrar na estrutura do Estado e se filiar às quadrilhas organizadas que dominam o poder público.

Como falar em luta armada clandestina é uma piada idiota, em uma sociedade apátrida onde apenas o crime organizado, o samba, o futebol e o carnaval promíscuo são capazes de unir as vontades em torno de algum objetivo, resta-nos aderir ao silêncio dos covardes para não sermos assassinados ou agredidos, impunemente, pelos vermelhos, ou, então, sair à procura de outro país onde viver, para se ter alguma sensação de que somos respeitados como seres humanos, com oportunidades de vencer na vida trilhando os caminhos da honestidade, do trabalho, da cultura, da educação e da ética.

Que nossos filhos e suas famílias nos perdoem por termos deixado nosso país cair, sem luta, nas mãos dos canalhas do socialismo decadente, corporativista, delinqüente, prevaricador e corrupto.

O silêncio, a perseguição pelo petismo estatal, ou o passaporte, são os caminhos que nos restaram diante de tanta covardia coletiva em defender nossa pátria.

O Brasil se transformou no paraíso dos prevaricadores e dos corruptos.

“Relaxe e goze”, mas não deixe de pedir desculpas aos petistas por estar de costas.

JOBIM 2010?

Eu já vi esse filme. Acho que muita gente também. Quem é que não se lembra da instantânea ascensão de um tal de "caçador de marajás"? Agora, parece que estamos diante de um novo caçador: o caçador de vilões da crise aérea - sejam eles vilões ou não. O homem tem porte e tem discurso. E tem intimidade com o poder também - afinal, mudar o texto da Constituição, à revelia de aprovação do Congresso, e usar farda oficial de general de 4 estrelas (especialmente cunhada para si) sem ser militar (e em rede nacional de TV), tudo impunemente, não é para qualquer um mesmo.


Será que os brasileiros vão cai novamente nessa estória de "ícone da moralidade" e de "machão da eficiência"? Já não tivemos exemplos suficientes com Collor, com o Sarney e seus fiscais (na época do congelamento) e até com o próprio PT (que vivia de chamar para si a autoridade moral)?





Será que ninguém percebe a orquestração afinadíssima de uma sinfônica extremamente bem treinada e ensaiada para que se sucedam no Brasil governos comprometidos com a internacionalização apátrida, que pretende delegar ao nosso país o papel de produtor de insumos e de matérias-primas, e ao nosso povo o destino inevitável do subemprego e do emprego de nível médio?


A indústria do "emburrecimento" da população e da supervalorização do esporte e das artes como fórmula principal de os jovens se livrarem de um destino de miséria estão aí na mídia e nas salas de aula dando sua parcela de contribuição para a implantação desse modelo de "nação" que caberá ao Brasil no novo cenário mundial globalizado.


O dasafio daqueles que desejam um futuro diferente para nosso país é mostrar às pessoas que temos riqueza de material humano e de recursos naturais suficiente para não aceitar esse papel que nos vem sendo imposto de fora para dentro. Mas, quando é que nos livraremos das urnas eletrônicas sem voto impresso - etapa fundamental para que se inicie esta luta do Brasil pelo Brasil? Quando é que os poderosos brasileiros trabalharão por um Brasil poderoso?

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Aviões da TAM - A PARTIR DE AGORA - terão alerta sobre posição de manetes
LEILA SUWWANDA
Folha de São Paulo
SUCURSAL DE BRASÍLIA
São Paulo, 15 de agosto de 2007

A TAM anunciou ontem, 28 dias depois do acidente do vôo 3054 em Congonhas, que irá instalar um novo alerta nas cabines de suas aeronaves Airbus para reduzir a possibilidade de erro dos pilotos no manuseio dos manetes de controle das turbinas na hora do pouso.
O alarme foi colocado à disposição pela Airbus no final do ano passado, dentro de uma série de atualizações de equipamento consideradas "opcionais" pela fabricante européia.Segundo a TAM, o dispositivo não foi explicitado no boletim da fabricante e, por não ser destacado como um item importante para a segurança, a empresa não optou antes pela sua instalação.
Ontem, na CPI do Apagão Aéreo da Câmara, o vice-presidente de Segurança de Vôo da TAM, Marco Aurélio de Castro, disse que toda a frota de Airbus terá o alerta novo, a partir de outubro, a um custo de US$ 5.000 por aeronave.Segundo o comandante Alex Frischmann, chefe de equipamento dos A320 da TAM, o alerta é um dispositivo visual que aparece na tela do piloto se ele deixar um dos manetes em posição de aceleração no pouso.
O A320 foi o modelo que explodiu após sair da pista.A caixa-preta do vôo 3054 indica que isso ocorreu com o manete da turbina direita, quando o certo seria que ambas as alavancas fossem colocadas em posição "idle" (ponto morto ou marcha lenta) logo antes do toque na pista. Isso fez com que o computador de bordo desativasse a frenagem automática.Os pilotos não conseguiram parar o avião manualmente, e o A320 colidiu com um prédio, deixando 199 mortos.Em 2004, a Airbus prometeu desenvolver esse alarme, motivada por um acidente quase idêntico, mas sem vítimas, em Taipei -outro Airbus-A320 estava com o manete mal posicionado, não conseguiu frear e ultrapassou a pista.
O dispositivo estaria na atualização seguinte do FWC (sigla inglesa para computador de alerta de vôo), o computador que dá os avisos de navegação ao piloto. Porém, a empresa depois afirmou que não tinha tido aval das autoridades certificadoras para apresentar o alarme como item obrigatório.Na última quinta, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, o vice-presidente de Segurança de Vôo da Airbus, Yannick Malinge, disse que, após Taiwan, a empresa discutiu a questão com as autoridades de certificação e estabeleceu que não havia necessidade de implementar um novo alarme.
Segundo ele, já existe um aviso normal ("retard") e seria difícil colocar mais um alerta que pudesse ser compreendido e gerar uma reação do piloto em poucos segundos.RestriçãoOutra medida adotada pela TAM, segundo Castro, foi restringir o uso de aeronaves em caso de um reversor de turbina inoperante. "A partir desse evento [acidente do vôo 3054], estamos em consulta permanente com a Airbus. Como medida preventiva, decidimos não operar em Congonhas com o reversor pinado", afirmou.Para ele, não há qualquer risco e a medida é apenas uma precaução.
Além disso, os executivos da TAM confirmaram que co-pilotos estão proibidos de pousar em Congonhas desde fevereiro, devido às preocupações com as condições de segurança da pista do aeroporto. A restrição foi mantida mesmo após a reforma concluída em junho.Eles também disseram que nunca existiu um regulamento formal da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) restringindo o pouso em pista molhada em Congonhas para aviões com ambos reversores operantes. A instrução emitida em janeiro não teria sido formalizada e entregue às empresas.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Dono da boate Bahamas é preso em flat em São Paulo

com Agência Folha
da Folha Online

A Polícia Civil prendeu nesta madrugada o empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas e do Oscar's Hotel, localizados na região do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). O empresário foi preso em um flat na mesma região.

Maroni estava foragido havia uma semana, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público por crimes de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas.



Oscar Maroni é investigado desde 2004. Ele acabou denunciado depois de declarar na TV que sua boate promove "prostituição de luxo". "Sim, é prostituição de luxo sim, não vamos ser hipócritas", afirmou ao "Jornal da Noite", da TV Bandeirantes.
Maroni foi encaminhado para o 96º Distrito Policial, onde fica a 2ª Delegacia Seccional Sul da capital.

Hotel

O mais recente embate entre Maroni Filho e a Prefeitura de São Paulo começou com o acidente com o vôo 3054 da TAM, em Congonhas. O acidente levantou questionamentos sobre a legalidade do hotel de 11 andares que o empresário constrói há aproximadamente cinco anos nos arredores do aeroporto, ao lado da boate.

Segundo a prefeitura, a obra não corresponde à planta aprovada e, pior, transformou-se de prédio comercial em hotel. No último dia 26, a prefeitura lacrou o edifício. No dia seguinte, uma decisão judicial permitiu a reabertura do estabelecimento.

Veja a reportagem da Isto É - Dinheiro, de 2004, (abaixo) que estampava na capa o homem do negócio da protituição bem sucedida. Entre as pérolas que saiam de sua boca, estão:

Se referindo aos seus negócios: “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”.

“Podem me chamar de imoral, cafajeste, pornográfico. Mas eu sou um cara esperto pra caramba, não sou?”
Sobre seus empregados: “Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”
Sobre o que acha sagrado: “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas"

Conheçam o empresário DONO DO HOTEL que foi construído em São Paulo, atrapalhando o tráfego aéreo do Aeroporto de Congonhas. Quem autorizou a construção? Marta Suplicy, atual ministra do Turismo, e responsável pela autorização da Prefeitura de São Paulo, quando foi prefeita.

O editfício fica localizado a 600 metros da cabeceira da pista de Congonhas. Por isso, os pilotos dos aviões têm que desviar quando estão se dirigindo para a pista de Congonhas, que acabou ficando cerca de 130 metros mais curta. O projeto do Oscar Hotel, que ocupa 10 mil metros quadrados e custou 20 milhões de reais, já havia sido vetado pela Aeronáutica, mas misteriosamente acabou conseguindo autorização, inclusive também da Prefeitura de São Paulo, na administração Marta Suplicy.

Oscar Moroni Filho é dono do principal cabaré de São Paulo, o “clube prive” Bahamas, que rende mais de 30 milhões de reais por ano.




Leiam, a seguir a reportagem sobre o empresário - veiculada em setembro de 2004, pela revista Isto É Dinheiro:

POR CHRISTIAN CARVALHO CRUZ
Fotos: Frederic Jean
Revista IstoÉ Dinheiro - 29/setembro/2004
Colaborou Maurício Capela



O IMPERADOR DO SEXO



Complexo de R$ 50 milhões terá casa noturna, hotel, restaurantes e arena de shows e lutas.

Jeans surrado, camiseta preta justinha, sapatos de camurça sem meia, piercing na orelha esquerda, cara de mau. O empresário Oscar Maroni Filho caminha rápido pelo meio-fio e vai apontando, sem pudor: “Este Jaguar é meu, esta Mercedes é minha, aquela Harley Davidson também, os dois apartamentos do último andar daquele prédio são meus, este terreno é meu, esta casa também, aquela outra, mais aquela...”.




Maroni já tem 70% de um quarteirão inteiro no bairro de Moema, perto do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Quando conseguir os 30% restantes, mandará sozinho em uma área de 10.000 m2 numa das regiões mais valorizadas da cidade. Ali, o imperador do prazer está erguendo sua Las Vegas particular de R$ 50 milhões, com direito a casa noturna, hotel cinco estrelas, restaurantes, arena para lutas, shows e apostas. “Não sou o único, mas sou o mais bem-sucedido empresário do erotismo no Brasil”, diz, ao parar na praça onde pretende instalar um chafariz de águas dançantes, no estilo dos cassinos americanos. “Morri de inveja do Abílio Diniz quando ele fez aquela fonte no Lago do Ibirapuera. Vou fazer uma igual aqui, mas em miniatura”, conta, indicando o espaço com árvores que ele mandou podar em forma de coração.






Os negócios de Maroni, que lhe rendem R$ 30 milhões ao ano, giram em torno do Bahamas, o clube privê mais badalado do País. Misto de boate, motel, restaurante e sauna por onde circulam garotas seminuas (em busca de trabalho, por assim dizer), a casa recebe 400 pessoas por dia. Pessoas de bolso pesado, que fique claro: executivos, políticos, artistas, empresários. Afinal, os custos operacionais da diversão são altos. Homens pagam R$ 97 para entrar. Mulheres, R$ 15. Meia cerveja custa R$ 15. Uma dose de uísque, R$ 200. E sessenta minutos do tempo das moças, que cursam faculdade de manhã e chegam em carrões importados, variam de R$ 300 a R$ 600. Algumas delas dão mais liquidez ao negócio tirando a roupa diante de computadores ligados à internet e instalados perto de um laguinho com carpas vermelhas. No segundo andar, ficam 23 suítes que só não têm espelho no colchão e no vaso sanitário. Valem R$ 69 a hora. O que se pratica ali é sexo pago, ponto. Mas o proprietário gosta de se referir ao seu empreendimento como “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”.

Não é para menos. O grosso da freguesia é de executivos em viagem de negócios. “Contratos são fechados aqui toda semana”, diz Maroni, num escritório decorado com carrinhos de brinquedo, bichos de pelúcia, CDs do Andrea Bocelli e o livro de Jack Welsh. Uma vez, o dono de uma grande empreiteira chegou com dois cidadãos do Oriente Médio. O grupo vinha dos EUA, depois de assistir ao vivo a uma luta de Mike Tyson. O empreiteiro, que estacionou seu jatinho em Congonhas, pleiteava a construção de uma estrada no país de seus convidados. O Bahamas ajudou nas tratativas: ele investiu US$ 6 mil e ofereceu aos futuros clientes a companhia das garotas mais caras da noite (duas para cada um). Levou o contrato. Já para políticos e figuras públicas há uma logística discreta. Eles têm entrada privativa à disposição e seguem direto a uma sala vip anexa ao escritório de Maroni, no segundo andar. De lá, escondidos atrás de um vidro espelhado, escolhem as garotas e mandam o garçom ir buscá-las. A estratégia também é usada por pilotos de Fórmula-1.



Maroni fatura R$ 1 milhão por mês com o Bahamas. E diz que vai fazer esse volume crescer em mais R$ 1 milhão quando inaugurar a segunda empresa de seu complexo do prazer – o Oscar’s Hotel. O cinco estrelas de R$ 20 milhões e diárias de US$ 350 terá 223 apartamentos, três restaurantes, academia de ginástica e um centro de leilões de bois. A idéia é inaugurá-lo em dezembro, mas as obras estão atrasadas. “Será um hotel executivo/familiar. Não tem nada a ver com o Bahamas”, frisa Maroni. A não ser por uma passagem subterrânea que liga os dois imóveis e já foi carinhosamente batizada de “Faixa de Gaza”.

Atrás do Oscar’s, Maroni planeja levantar uma arena destinada a shows e lutas de vale-tudo, onde a platéia vai poder apostar nos lutadores. O business plan está pronto, falta só combinar com a Justiça. “Apostar é proibido, é contravenção penal”, diz o advogado Celso Vilardi. “A pena pode variar de três meses a um ano de prisão.” Seja como for, Maroni está empolgado. Já foi a Tóquio pesquisar projetos semelhantes e vai pedir R$ 12 milhões ao BNDES para tocar as obras.


O plano de ocupação do quarteirão com empreendimentos que se retroalimentam numa espécie de ciranda erótico-financeira se completará com uma churrascaria de carnes especiais. Sua especialidade será o pernil de “javaporco”, um animal que ele mesmo diz ter desenvolvido em sua fazenda a partir do cruzamento de javalis e porcos. Na mesma propriedade (700 hectares em Araçatuba-SP), Maroni cria 20 mil cabeças de gado e orgulha-se de produzir “60 mil bifes a cada 24 horas”.




“Podem me chamar de imoral, cafajeste, pornográfico. Mas eu sou um cara esperto pra caramba, não sou?” , pergunta.

Pode ser. Mas também é um patrão difícil, exigente – embora gabe-se de já ter financiado silicone para uma funcionária e uma cirurgia para curar o estrabismo de um garçom. De seus 110 funcionários, quatro são os principais executivos, que ele chama de capitães de área. Eles cuidam de departamentos distintos: financeiro, marketing, hotel e fazenda. “Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”, diz Maroni. “Negociar com ele é um jogo duríssimo. Se você relaxa, ele atropela”, conta Francisco Pellegrini, diretor da Fractal, editora com a qual Maroni está negociando uma nova revista para falar de “sexo, política e protesto”. Com o mesmo mote ele quer ter um programa de TV, que deve se chamar “Me tirem do ar”. E há ainda um projeto de franquear o Bahamas. O investimento necessário será de R$ 2 milhões, e o lucro, de R$ 300 mil, prevê. Tudo sob o guarda-chuva da holding Oscar World.

Maroni tem 51 anos, é pai de quatro filhos e foi casado por 24 anos. Se assume metrossexual e afirma gastar R$ 40 mil por mês com ele mesmo. Não fuma, bebe pouco, faz musculação e à tardezinha gosta de comer um queijo quente e uma pêra. “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas”, afirma.




Maroni começou a vida vendendo cachorro-quente num trailler à porta da Faculdade Objetivo, em São Paulo, na década de 70. Formou-se em psicologia e clinicou por seis anos. Uma dia lhe apareceu um paciente com ejaculação precoce. Doutor Maroni receitou noitadas com prostitutas e curou o rapaz. “Por interesse científico, eu conversava muito com as moças que atenderam o homem. Fui me informando e quando vi já tinha comprado a minha primeira casa de massagem. Tive dez delas, e fui desenvolvendo um grande know-how no setor. O resto é história.”




E uma boa dose de malícia...




NOTA


FONTE: VIDEVERSUS




Desfazendo a ... de Marta Suplicy...


PREFEITO DE SÃO PAULO DIZ QUE VAI DEMOLIR HOTEL QUE PREJUDICA CONGONHASO prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), afirmou nesta quarta-feira que suspeita que o prédio construído pelo empresário Oscar Maroni, dono do cabaret Boate Bahamas, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, tenha irregularidades. Se essas suspeitas forem confirmadas, o prefeito afirma que a administração municipal vai demolir a construção. "Existe uma suspeita, quase comprovada, de que aquele prédio está em situação irregular. Eu pedi que fosse constituída uma força-tarefa na prefeitura. Cabe à prefeitura neste momento, em sintonia com a Aeronáutica, verificar e também cabe à Aeronáutica legislar em relação à altura do edifício. Nós estamos nos preparando para demolir o prédio, caso se comprovem estas irregularidades. Não vai ser uma pessoa que vai prejudicar milhões de brasileiros. Portanto, nós vamos fazer a nossa parte. Não vou ser leviano em afirmar que isso irá acontecer, mas existe uma chance muito grande, devido às informações", disse o prefeito.




Segundo o prefeito, o prédio construído por Maroni não é o mesmo apresentado em projeto à Prefeitura e à Aeronáutica. "Este cidadão fez, na Aeronáutica, um projeto para construir um imóvel comercial. Já na prefeitura, o projeto foi residencial. Já houve uma fraude no início. Determinei que fosse cassado o alvará do edifício. Será cassado nesta semana e faremos tudo o mais rápido possível. Caso se confirmem as irregularidades, o prédio será demolido", confirmou o prefeito.


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Jeitinho Brasileiro


“O Brasil precisa olhar-se no espelho. Sentir vergonha já é um bom começo






O que aconteceu com o avião da TAM em São Paulo é resultado de uma absurda convergência de incompetências e irresponsabilidades e eu, que moro no exterior, confrontado com as manchetes internacionais sobre o acidente, sinto-me humilhado e envergonhado. Quando leio os números censitários da violência e do trânsito brasileiros ( hoje mesmo o Le Figaro fala dos 35.000 mortos por ano devido à má conservação das estradas) e, quando tomo conhecimento, logo pela manhã, que mais de uma dezena de voos internacionais que se dirigiam ao Brasil foram obrigados a retornar ao pais de origem devido à uma “pane suspeita” do controle de tráfico aéreo, sinto-me humilhado e envergonhado.


Chegamos a uma situação que impõe uma reflexão, e culpabilizar somente a incompetência e improbidade da classe politica não é suficiente: há que se ir além.


O brasileiro sofre, como jamais, as consequências de arcaísmos e vícios de sua personalidade, como a apatia e a elasticidade moral. Façamos um exercício de mea-culpa: você já avançou um sinal vermelho? Já subornou um policial? Já desrespeitou o limite de velocidade? Já estacionou em local proibido? Já jogou lixo em local inadequado? Já desrespeitou a lei do silêncio? Já dirigiu depois de beber? Já foi indiferente ao sofrimento da população de rua? Já foi truculento no trato dos seus semelhantes, insensível às limitações dos velhos, deu mal exemplo às crianças?Você gosta de levar vantagem!!??


Nós estamos transformados, pelo raquitismo da nossa cidadania, pela arrogância, individualismo e incivilidade em um país de segunda classe. Recebendo em minha casa uma senhora da chamada elite carioca, ouvi dela a afirmação que a violência carioca não a incomodava, pois que possuía um carro blindado!?. Chegamos a um nível de alienação tão assustador que negamos a reeleição a Antonio Carlos Biscaia e a reelegemos, com a maior votação do país, o “conhecido” senhor Paulo Maluf....


O acumulo de incompetências e irresponsabilidades que provocou o acidente da TAM, seja pela deficiência técnica da pista, seja pela localização inadequada do aeroporto, seja pela imoral autorização de um voo com restrições mecânicas, é só mais uma das consequências deste emaranhado cotidiano de pequenas infrações, negligências, licenciosidades, charminhos e travessuras que costumamos chamar, com uma ponta de orgulho e grande dose de ingenuidade, de jeitinho brasileiro.


Um país, para sair do caos, precisa de elite pensante e de tolerância zero. No Brasil de hoje a elite pensante cabe em uma plateia do Canecão e a simples expressão tolerância zero faz soar o clarim do patrulhamento reativo aos anos de chumbo, que confunde ordem pública com direitos civis.


Ghandi dizia que para se ter uma visão da floresta é preciso afastar-se das árvores. Olhando o meu país, à distância, salta-me aos olhos que o caos desses nossos tempos de cólera é culpa e responsabilidade de todos nós . Precisamos, com urgência, olharmo-nos no espelho. Sentir vergonha já é um bom começo.




CONVERSA GRAVADA DE PILOTO LOGO APÓS DESASTRE DO AIRBUS REVELA RAIVA CONTRA CONGONHAS


Fonte: videversus

Em conversa mantida cerca de uma hora após o desastre do Airbus A320 da TAM, no dia 17 de julho, pilotos de um vôo da TAM, de um vôo da Gol e de um outro vôo não identificado se dizem favoráveis ao fechamento definitivo do aeroporto de Congonhas e falam que os responsáveis pelo acidente deveriam ir para a cadeia. A conversa foi mantida na freqüência de rádio 121,5, exclusiva para emergências, segundo convenção internacional da aviação. É proibido usar essa faixa a não ser para pedidos de socorro. "Tem que parar aquela porcaria daquele aeroporto lá e nunca mais abrir", diz o comandante de um dos vôos durante a conversa. O interlocutor concorda e responde: "Tem que parar essa merda toda e botar na cadeia quem tiver que botar na cadeia". Na gravação, os pilotos se identificam como tripulantes do vôo 3414, da TAM, que ia de Porto Alegre para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e do vôo 1864, da Gol, que partiu de Curitiba com Fortaleza. Um terceiro piloto, de vôo não identificado, entra na conversa após um operador de área intervir e alertar que a comunicação estava sendo captada pelo centro de controle do tráfego de Curitiba. Ele diz que "só com a morte igual da Gol, em setembro, e agora da TAM" providências serão tomadas para melhorias no sistema aéreo do País. Os pilotos também comentam o incidente com um avião da companhia Pantanal, que derrapou durante pouso na mesma pista principal do aeroporto de Congonhas sem deixar feridos um dia antes da tragédia. "Isso aí já teve uma vítima. O Pantanal saiu e ninguém fez nada”. Adiante, o mesmo piloto critica a reforma no aeroporto de Congonhas. "Incrível, três meses de obra, com nosso dinheiro, botando num saco sem fundo lá, fazendo shopping e não fizeram nem o grooving lá naquela merda”. O da Gol responde: "Não sei se vão fazer alguma coisa contra esses caras". "Mas eu afirmo: foram eles que mataram", diz, referindo-se aos responsáveis por Congonhas e pelas obras no aeroporto.