terça-feira, 28 de agosto de 2007

Precisa-se de Tripulantes

Kayo Iglesias
O medo de voar depois da tragédia do Airbus já causou as primeiras baixas no quadro de profissionais da TAM. Uma mensagem interna da empresa a que o Jornal do Brasil teve acesso relata a comissários de bordo que alguns vôos podem parar por falta de tripulantes e pede que os que se encontram fora de escala retornem para preencher as vagas.
Na correspondência, enviada sexta-feira, 20 de julho - três dias depois do acidente com o vôo 3054 - a Gerência de Tripulação de Cabine pede aos funcionários de outras rotas que entrem em contato com a chefia nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.Segundo relatos de profissionais da empresa, desde terça-feira cerca de 70 tripulantes, entre pilotos e comissários de bordo, pediram demissão.
O departamento de recursos humanos da TAM registrou, segundo os relatos, mais de 100 pedidos de dispensa por licença médica para tratamento psicológico.Pelo menos dois comissários de bordo confirmaram ontem que receberam a mensagem. O texto lamenta o acidente e chama a atenção para a falta de funcionários: 'Estamos todos sofrendo muito com a perda de nossos colegas e clientes, sabemos e sentimos muito por isso, porém estamos enfrentando neste momento um grande problema'.
A seguir, faz a convocação: 'O Setor de escala nos informou em caráter de urgência a falta de comissários na rota, alguns vôos podem parar por falta de tripulantes'. E convoca os trabalhadores a levantarem a bandeira da empresa: 'Pedimos sua ajuda neste momento tão difícil da TAM para que consigamos manter nossa bandeira no alto. A TAM precisa continuar voando!!', apela.
De acordo com uma comissária de bordo paulista, até os briefings , reuniões que são feitas antes das decolagens pela tripulação, passaram a contar com a presença de psicólogos contratados emergencialmente pela companhia aérea.- Já tem tanta gente trabalhando regulamentado (acima da jornada determinada por lei), agora com falta de pessoal, então, vai ficar bem mais complicado - prevê.A assessoria de imprensa da TAM contestou o número de baixas e prometeu para hoje um balanço das demissões e dispensas médicas desde a data da tragédia.
Sobre o reescalonamento dos tripulantes, limitou-se a dizer que 'todo mundo está trabalhando' e que 'não há nenhum tipo de pressão'.Segundo informações do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a TAM possui hoje cerca de 3 mil tripulantes em todo o país. Só com a desvalorização de ações na Bolsa, a empresa, cujo primeiro mandamento, de acordo com seu site oficial, é 'nada substitui o lucro', já registrou prejuízo de R$ 1,8 bilhão. O terceiro mandamento da empresa diz: 'Mais importante que o cliente é a segurança'.
Ontem, no site da TAM, na seção 'Trabalhe Conosco', eram oferecidas vagas de comissário de bordo e co-piloto de Airbus.

Controladores envolvidos no acidente entre Boeing e Legacy são ouvidos

JORNAL NACIONAL

28.08.2007

A Justiça Federal em Sinop, Mato Grosso, começou a ouvir hoje os controladores de vôo que estavam trabalhando no episódio, ano passado, em que 154 pessoas morreram.


A Justiça Federal em Sinop, Mato Grosso, começou a ouvir hoje os controladores de vôo que estavam trabalhando no dia em que Boeing da Gol se chocou com o jato Legacy, no ano passado. Morreram 154 pessoas.


Os controladores de vôo chegaram num avião da FAB e seguiram para a Câmara de Vereadores de Sinop. O primeiro a prestar depoimento foi Felipe Santos dos Reis, acusado de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Segundo os promotores, Felipe descumpriu as normas ao deixar de alertar os pilotos do Legacy sobre a necessidade de mudança de altitude ao longo da rota até Manaus. O controlador disse que só autorizou a primeira parte da viagem, entre São José dos Campos e Brasília e que, neste trecho, não havia mudança de altitude. No fim da tarde, a Justiça começou a ouvir Jomarcelo Fernandes dos Santos. Ele é o único a responder por crime doloso, ou seja, com intenção.


Jomarcelo é quem monitorava o Legacy até momentos antes do choque com o Boeing da Gol. Ele é acusado de não ter avisado ao controlador Lucivando de Alencar que o equipamento transponder estava desligado e que o jato voava em altitude errada. Durante o depoimento, Jomarcelo não respondeu às perguntas do juiz.


Ainda hoje, a Justiça deve ouvir mais dois controladores: Lucivando e Leandro de Barros.

Mais um diretor da Anac pede afastamento do cargo

JORNAL NACIONAL - 28.08.2007

Ministro Nelson Jobim disse que tem dúvidas se a Anac é mesmo necessária. No Congresso, a terça-feira teve novos depoimentos nas CPIs da crise aérea.


Mais um diretor da Agênca Nacional de Aviação Civil pediu afastamento do cargo. Foi a segunda baixa na agência em menos de uma semana. No Congresso, a terça-feira teve novos depoimentos nas CPIs da crise aérea.


Na CPI do Senado, a juíza Cecília Marcondes repetiu que liberou o Aeroporto de Congonhas com base num documento entregue a ela pela ex-diretora da Anac, Denise Abreu, e que só depois a agência disse não ter validade.


Já a procuradora Fernanda Teixeira disse que desde 2004, a Infraero tentava fazer uma reforma em Congonhas, mas que a Anac não deixava. A reforma só foi feita este ano. Já na CPI da Câmara, o ministro Nelson Jobim anunciou a segunda demissão na agência, em quatro dias: a do coronel aviador Jorge Veloso, diretor de segurança, investigação e prevenção de acidentes aéreos.


Na carta, ele disse que a aviação brasileira passa por um mau momento, mas que voltará a mostrar que é segura e eficaz e que é chegado o momento de que outras personagens atuem nesse cenário. Mas esta tem sido a grande dificuldade do ministro Jobim.


“Temos dificuldade de encontrar pessoas que aceitem vir. As pessoas não gostam de vir onde tem problema, gostam de vir onde há céu de brigadeiro. E no caso específico, vocês hão de convir comigo, da aviação civil, não temos céu de brigadeiro. As pessoas sondadas dizem que é abacaxi”.


Mesmo com essa dificuldade, Jobim disse que se outros diretores renunciarem, não se sentirá acuado. E foi duro: afirmou que se eles quiserem pedir demissão que peçam, mas não ameacem.


O ministro não quis responder se considera o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, competente, mas disse que se ele quiser sair, sairá e será substituído.
Jobim disse que ainda que tem dúvidas se a Anac é mesmo necessária e pediu que deputados e senadores derrubem um veto do presidente Lula em artigo da lei que criou a Anac. Sem este veto, os diretores da agência poderiam ser demitidos.


“Estou propondo que nós possamos rejeitar esse veto e recompor essa possibilidade para você ter um instrumento que não seja paralisante, que é o instrumento do processo judicial”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

RELATÓRIO DE RECOMENDAÇÕES - JORNAL NACIONAL



Relatório da Aeronáutica indica problemas na pista de Congonhas
Publicada em 27/08/2007 às 22h46m
O Globo Online; Chico de Gois - O Globo
SÃO PAULO E BRASÍLIA

O relatório preliminar sobre o acidente com o Airbus A 320 da TAM, ocorrido no último dia 17 de julho, obtido com exclusividade pelo Jornal Nacional, aponta problemas na pista de Congonhas e na operação da aeronave. Os investigadores não fazem qualquer recomendação à Airbus, fabricante do avião, o que, segundo os especialistas, mostra que não há indícios de defeitos do avião no dia do acidente.

O relatório de segurança foi distribuído a todos os envolvidos na investigação. À Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os investigadores recomendam que as pistas de Congonhas sejam consideradas "praticáveis somente quando atenderem os requisitos de resistência à derrapagem". A comissão ainda afirma que sejam feitos testes após o recapeamento, além da análise de pousos e decolagens de aeronaves muito pesadas, como o próprio Airbus, para que seja garantida a segurança da pista.

Para a Infraero, os investigadores pedem que as obras de correção da pista de Congonhas comecem imediatamente, "para restaurar a segurança quando o atrito estiver abaixo do previsto". À TAM, a comissão pede que se enfatize aos pilotos o "fiel cumprimento da MEL", a lista de procedimentos. A caixa preta de dados do avião mostra que uma das manetes, as alavancas de aceleração das turbinas do avião, está na posição errada. Não há qualquer recomendação ou referência para a Airbus, fabricante da aeronave.

" É um forte indício de que esses fatores, atrito e operação, apareceram envolvidos no acidente "

Como há recomendações apenas para os órgãos aeroportuários e para a companhia aérea, esse é um forte indício de que esses fatores, atrito e operação, apareceram envolvidos no acidente - diz o especialista em aviação Jorge Barroso.

A minuta do documento não é assinada pelo comandante Fernando Camargo, já que é apenas um relatório parcial das investigações.

Nesta segunda-feira, deputados da CPI da Crise Aérea estiveram no galpão usado pela Aeronáutica para armazenar os restos da fuselagem do Airbus PR-MBK, que se chocou contra o prédio da TAM Express, matando 199 pessoas. A área que guarda os destroços é guardada pela Polícia Federal. Para a Aeronáutica, esses destroços ainda podem trazer novas informações sobre o acidente, que está sendo definido, no relatório parcial, como "perda de controle no solo".

Substituto de Denise terá de atuar na área de aviação civil

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reuniu-se no Palácio do Planalto, no início da noite desta segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar da substituição de Denise Abreu, a diretora da Anac que se demitiu na sexta-feira passada. De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, Lula e Jobim discutiram o perfil do substituto, mas não chegaram a nenhum nome. Segundo a assessoria, Jobim busca alguém que tenha conhecimento de regulação do mercado, além de atuação na área de aviação civil.

(A dificuldade deve ser porque não exista ninguém do partidão ou a ele simpático que tenha estudado tanto para obter tamanha especialização!!!!)

Jobim também pretende criar uma Secretaria de Aviação Civil, que seria uma espécie de secretaria executiva do Conselho nacional de Aviação Civil (Conac). Mas ainda não há data para que isso ocorra.

Gaudenzi quer definições das funções da Infraero, da Anac e do Decea

Além de mudanças no comando da Anac, iniciadas com a saída da diretora Denise Abreu, o governo também tem pressa para propor alterações no papel da agência reguladora e também no da Infraero. Foi o que sinalizou nesta segunda-feira o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, ao afirmar que é preciso definir logo as funções que cada órgão do controle aéreo exerce.

Segundo Gaudenzi, é preciso delimitar as responsabilidades da Anac, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Infraero, criando marco regulatório do setor aéreo e evitando a sobreposição ou a omissão de funções. A confusão entre as siglas ficou evidente depois dos acidentes com o Boeing da Gol, no ano passado, e o Airbus da TAM, em julho.

- Os papéis não estão claros. Não existe um marco regulador muito claro, há zonas que são cinzentas - criticou. - É preciso que fique muito clara a missão de cada um. Primeiro, porque aí ninguém bate cabeça; segundo, porque ninguém põe a culpa no outro, cada um assume sua própria culpa.

Para Gaudenzi, a definição dos papéis de cada órgão e o marco regulatório do setor aéreo permitirão melhorar as condições de informações aos passageiros nos aeroportos. Ele citou, por exemplo, a necessidade de informar aos usuários sobre eventuais atrasos nos vôos, evitando deslocamentos desnecessários ao aeroporto. Defendeu a revisão do valor das multas aplicadas às companhias aéreas:

- As multas são pequenas, e sendo pequenas, às vezes não se trabalha para se corrigir os defeitos.

O presidente da Infraero endossou o discurso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, contra o pequeno espaço entre as cadeiras das aeronaves. Segundo ele, esse é também um problema de segurança, já que a falta de espaço pode dificultar a rápida evacuação da aeronave em caso de pousos forçados. Nelson Jobim, de 1,90m, pediu estudos à Anac para aumentar a distância entre os assentos.

- Pode ocorrer um pouso forçado, o que se chama uma aterrissagem de barriga. E você tem aquela posição que o cartão que está ali avisa (abaixar o tronco, envolvendo as pernas). Você não consegue ficar naquela posição com o espaço que tem hoje.

PILOTOS DO LEGACY NÃO VIERAM DEPOR

Pilotos do legacy começam a ser julgados à revelia


Os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que se envolveram no acidente com o avião da Gol em setembro do ano passado, serão julgados à revelia no processo em que são acusados de co-participação na tragédia, que deixou 154 mortos em setembro do ano passado. A confirmação foi feita na tarde desta segunda-feira pelo juiz federal Murilo Mendes, de Sinop (MT), onde corre o processo, em razão da ausência deles na audiência em que seriam ouvidos pela primeira vez. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público Federal por expor a perigo embarcação ou aeronave culposamente.

Reflexões de um Coronel que também chora

Produzido por Ternuma Regional Brasília
Por Cícero Novo Fornari - Cel Ref
Brasília DF, 22 de agosto de 2007


Exmo Sr. Brigadeiro JORGE KERSUL FILHO,


Pelos anos de conhecimento e pela amizade que une nossas famílias, creio que posso tratá-lo como no tempo em que você era tenente e eu já era coronel.

Assisti pela televisão, ao vivo, você chorando. Confesso que tomado pelo mesmo sentimento de angústia e de revolta eu também me emocionei e chorei. Não se faz isso com um oficial sério, brioso, competente, líder inconteste, com uma carreira brilhante desde os bancos escolares até alcançar o generalato, responsável por seus atos e respeitado por seus pares e subordinados.

A sua mensagem “HOMENS DE HONRA”, que circulou pela internet é uma obra de arte, digna de ser emoldurada e colocada em todas as organizações militares da Aeronáutica.

Você não deveria ter sido usado como “boi de piranha” e atirado no centro da arena do Coliseu Romano como se fazia com os primeiros cristãos.
Você não tem um chefe?
O fato lamentável da queda de dois aviões comerciais não justifica o tratamento reprovável dado à Aeronáutica, pré-julgando a sua culpabilidade sobre os acidentes, acusando-a até de ter pilhado e roubado objetos e documentos dos destroços das aeronaves sinistradas.
É sabido e notório que na ocorrência de acidentes com caminhões que transportam cargas, desde simples frutas e frangos até material eletrônico, surge logo um bando de pessoas para pilhar o butim como se fosse o despojo do inimigo. Há pouco tempo ocorreu um acidente de avião com grande carga de dinheiro, que foi saqueado, rapidamente, pela população rural das proximidades. A imprensa nacional noticiou esse fato. Poucos devolveram pequena parte do dinheiro e ninguém foi acusado de nada.
Agora, pessoas que desconhecem o valor, a probidade, o espírito cívico e patriótico do pessoal da Busca e Salvamento da FAB, levantam suspeitas infundadas, maliciosas e capciosas apenas para ferir uma Instituição respeitável e respeitada que já prestou, presta e ainda irá prestar inestimáveis serviços ao nosso povo.
No tempo em que tudo era controlado pela Diretoria da Aeronáutica Civil (DAC), subordinada ao Ministro da Aeronáutica, tudo corria dentro do clima de normalidade. Agora, com a criação da “ANARQ” (de anarquia), um cabide de empregos para cabos eleitorais desempregados e analfabetos em matéria de aviação, deu no que deu.
Está tudo dentro do esquema GRAMSCISTA de desmoralização e destruição das nossas FORÇAS ARMADAS.
Sobre o acidente da GOL, tem gente doutrinando sobre operações na selva. Eles mal conhecem o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Parque do Ibirapuera em São Paulo ou o Parque da Cidade em Brasília. Eles não sabem o que é passar apenas uma hora na SELVA AMAZÔNICA, quanto mais dias, semanas... Lá o soldado está sempre com o uniforme completamente encharcado de suor ou de chuva. Na época da seca (verão), chove todo dia. Na época da chuva (inverno), chove o dia todo. Os insetos são terríveis. Durante o dia temos o PIUM, um minúsculo inseto voador que ataca aos bandos, que chegam a escurecer a lente dos óculos e as suas ferroadas provocam pelotes na pele, coceira e feridas. À noite os piuns passam o serviço para o CARAPANÃ, o famoso pernilongo da selva que ataca qualquer centímetro quadrado de pele que ficar descoberto, causando efeito mais devastador que o do pium. Os dias são muito quentes e as madrugadas bem frias. Durante a noite, as aranhas, escorpiões e cobras procuram se aquecer nas pessoas que estão dormindo no chão; isso não acontece sempre, mas acontece. Ao entardecer temos que nos preocupar com o mosquito FLEBÓTOMO, que serve de vetor para a LEISHMANIOSE, doença conhecida como lepra da selva.
Os animais de maior porte não causam incômodo ou medo, porque podem ser vistos e evitados ou abatidos. Os espinhos são muito doloridos. Entram nas pernas, nos braços e nas mãos, a pontinha deles se quebra e fica na nossa carne. Não adianta querer tirá-los, a maneira prática é deixá-los onde estão e depois de uns dois dias, quando o local está inflamado, é só apertar que o espinho sai junto com o pus.
Não podemos nos esquecer da CABA, uma vespa de veneno fortíssimo que faz dispersar qualquer coluna de valentes soldados.
Mas, a missão é muitíssimo mais importante que esses pequenos incidentes de percurso.
O transporte de uma maca com um ferido ou um cadáver é muito difícil e penoso. A prioridade número 1 é para os feridos, número 2 para os mortos e número 3 para o material.

A despeito de tudo que dissemos, a SELVA É NOSSA AMIGA. Basta saber como usá-la, como o pessoal do PARASAR faz com maestria e com muito amor ao próximo e à PÁTRIA.
No Congresso Nacional existem diversos AMAZÔNIDAS que podem orientar seus colegas para que não reabram as cicatrizes existentes no corpo e na alma daqueles que estão trabalhando, diariamente, no sacerdócio de salvar vidas e resgatar corpos humanos para serem entregues às suas sofridas famílias.

-Nada acontece por acaso!
O meu querido EXÉRCITO já sofreu e vem sofrendo várias campanhas visando desmoralizá-lo. Foi criado até um exército GENÉRICO para substituí-lo.
Já existe até um “general de exército” que não é genérico, mas sim um criminoso, pois está enquadrado no parágrafo único do Artigo 76 do Estatuto dos Militares, sendo que a Procuradoria da Justiça Militar já tomou conhecimento do fato e deve estar promovendo a denúncia legal.

Agora a bola da vez é a AERONÁUTICA.
A nossa MARINHA pode esperar que chegará o seu turno.
Pode faltar tudo, mas nós temos o que de mais precioso existe. Temos gente bem preparada para a guerra. Temos gente como você. Não desanime, não se abata.
Você, agora, é um símbolo onde os mais jovens irão buscar inspiração para continuar na luta. O BRASIL espera que você continue cumprindo o seu dever até chegar aos postos mais elevados para poder suprir a nossa endêmica falta de chefes.
Isso me faz recordar um filme sobre a 2ª Guerra Mundial onde, nas últimas cenas, o almirante japonês, em plena batalha do Mar de Coral, ao ver suas naves atingidas por torpedos, pratica o HARA-KIRI.
KERSUL, a sua querida POUSO ALEGRE está orgulhosa em tê-lo como filho. Tinha que ser um mineiro...
A Dra. Sandra, sua digníssima esposa, médica competente e fiel companheira nos bons e nos maus momentos, está do seu lado, agora e sempre.
O seu filho RAFAEL, Cadete da ACADEMIA DA FORÇA AÉREA, pode apontar para o próprio peito e dizer:
-Este nome KERSUL, que ostento em meu uniforme, é digno e honrado! É a melhor coisa que herdei do meu pai, meu PAI-HERÓI!
Para finalizar desejo expressar as palavras do Ten Siqueira Campos, um dos “18 do FORTE”, em 1922:
“À PÁTRIA TUDO SE DEVE DAR, NADA PEDIR, NEM MESMO COMPREENSÃO”.
Excelentíssimo Senhor Brigadeiro JORGE KERSUL FILHO. Rogamos a DEUS, o nosso GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que guie os seus passos e ilumine os seus caminhos, fazendo com que a FORÇA AÉREA BRASILEIRA leve cada vez mais alto a BANDEIRA DO BRASIL.

- BRASIL ACIMA DE TUDO!
- SELVA!
- BRASIL!