segunda-feira, 9 de junho de 2008

Controladores responderão a 2 ações por acidente da Gol

Controladores responderão a 2 ações por acidente da Gol

Se tivessem falado a verdade, desde o começo, logo após o acidente com o Boeing da Gol (verdade esta AINDA NÃO REVELADA OFICIALMENTE), e não tivessem querido tirar proveito do acidente para dar início à desmilitarização do controle de trágego aéreo, de olho que estavam na possibilidade (talvez a única - vide como os militares são tratados neste governo) de engordar seus salários, os controladores não estariam, agora, abandonados por aqueles que os instigaram a entrar por esse caminho de insubordinação e de mentiras, carregando nas costas TODO o peso da culpa de uma colisão que, até hoje, não foi adequadamente comprovada, entre o Boeing da Gol e um jatinho Legacy. Há furos (para não dizer abismos) enormes na investigação deste acidente, além de contradições que podem ser vistas claramente em documentos oficiais publicados. Até hoje, nem mesmo os parentes das vítimas sabem quais foram as causas reais do acidente - uma crueldade com essas pessoas.

NOTA da Agência Estado:

Controladores responderão a 2 ações por acidente da Gol

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os controladores de tráfego aéreo envolvidos no acidente com o Boeing da Gol, em 2006, devem responder a dois processos distintos: um na Justiça Militar, por crimes militares, e outro na Justiça Federal, por crime comum. O ministro Cesar Asfor Rocha, vice-presidente do STJ, negou seguimento ao recurso com o qual o Ministério Público Federal (MPF) tentava que o Supremo Tribunal Federal (STF) revisse a decisão.

Os controladores de vôo Felipe Santos dos Reis, Jomarcelo Fernandes dos Santos, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José dos Santos de Barros foram denunciados junto à Justiça Federal pelo crime de atentado contra a segurança de transporte aéreo, definido de modo diferente na legislação militar.

Já na ação em curso na Justiça Militar, Felipe, Lucivando e Leandro foram denunciados pelo crime de inobservância de lei, regulamento ou instrução, previsto exclusivamente na legislação militar. Ainda na mesma auditoria, Jomarcelo responde por HOMICÍDIO CULPOSO, que tem igual definição na lei penal comum e na militar.

Carta de um ex-comissário da ex-Varig, hoje aposentado pelo Aerus, ao Ministro do STF

Carta de um ex-comissário da ex-Varig, hoje aposentado pelo Aerus, ao Ministro do STF

O desespero continua e já não é mais notícia. Ninguém liga e o governo não está nem aí. Esta é a história da extinção de mais uma de nossas classes de trabalhadores de classe média, pela prática de genocídio, por via corte de recursos financeiros, sem os quais, hoje, ninguém consegue sobreviver condignamente. A sua classe poderá ser a próxima, pois querem transformar os brasileiros numa multidão de apertadores de parafuso, de cultura e percepção limitada e em consumidores de produtos importados populares. A nova nomenklatura petista e seus aliados é que ficará com o que houver de bom em nossa sociedade – às custas do trabalho de todo o povo brasileiro.

Rebecca Santoro

Excelentíssimo Senhor Gilmar Mendes

Digníssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal

Escrevo para dizer-lhe que nós, os aposentados e pensionistas do Fundo Aerus de Seguridade Social, estamos enjaulados, encurralados em nossa essência maior: a de seres humanos. Em todo o País, cerca de 15 mil aposentados e pensionistas do Aerus e ex-funcionários da antiga Varig podem perder seus benefícios e poupanças, depois de terem contribuído para o fundo de pensão durante décadas. Os cortes nos benefícios começaram em abril de 2006 e variam de 50% a 90% do valor do benefício. Isso acontece porque a antiga Varig não só reteve as contribuições pagas pelos funcionários como também deixou de fazer os depósitos devidos. E o Governo Federal, que tinha por obrigação fiscalizar o fundo, não o fez. Tudo isso levou o Fundo Aerus a uma situação de insolvência, provocando o caos financeiro de milhares de famílias brasileiras.

Vivendo nessa situação desesperadora, estamos em metamorfose, em vias de nos transformar em bichos irracionais, minados por um sentimento de rancor e ira, delegando a razão e a ponderação a um plano inferior. Como chegamos a isso? Esta é uma triste história. De um grupo social estável e trabalhador, fomos paulatinamente nos transmutando em párias sociais e sendo engolidos inexoravelmente pelo sistema vigente em nosso País. Ora, se ninguém é diferente ou melhor do que o nosso grupo, porque somos tratados assim pelo Governo Federal?

Com que direito, acobertados pelo Estado, funcionários públicos têm o poder, acima das instituições, de manipular, prorrogar prazos indefinidamente, ignorar pessoas que passaram suas vidas sendo íntegras e corretas, cumprindo com todas as suas obrigações? Para onde está caminhando nossa Pátria? Será que o que fazem conosco é justo? É digno? O que mais precisaremos fazer para nos fazermos ouvir? Para termos nossos direitos respeitados? Será que somente pela baderna é que conseguiremos alguma resposta? Mas não é isso, de maneira nenhuma, que desejamos.

O Judiciário, em todas as principais causas da Humanidade, tem sido o pêndulo maior. Sábia humanidade que, no final de seus desvarios, apela ao hábil, ao impoluto. Portanto, agora que nos encontramos enjaulados, amordaçados, injustiçados, anciãos que sentem a morte a espreitar, sentimos que apenas a Justiça poderá nos ajudar. Todos os dias ficamos sabendo de novos casos de morte ou de completa falência financeira de segurados do Aerus. E porque tudo isto senhor Ministro? Todos os membros desta instância máxima do Judiciário, sobejamente a conhecem: a pendência do dossiê Aerus. Não desejamos nada além de Justiça e correção de desvios.

Atos políticos – ou vinculados a partidos políticos – não estão em nossa pauta. O nosso grito é de civilização e de sobrevivência. Constrangedor para nós – milhares de trabalhadores da antiga Varig, ex-funcionários ativos e aposentados – é implorar, clamar por Justiça, após tantas décadas, sem que nada de errado tivéssemos feito. Podemos apenas ser acusados do “crime” de ter depositado plena confiança em nossas instituições. Foi isso que nos levou a depositar nossas sofridas economias num fundo de pensão que foi saqueado e empobrecido sob os olhos do Governo Federal, ao longo de muitos anos, sem que nada fosse feito para impedir tais desmandos.

'O Estado existe para o indivíduo, e não o indivíduo para o Estado, O Executivo, o Legislativo e o Judiciário são meras delegações a determinadas pessoas, umas eleitas, outras concursadas, para administrar alguns interesses específicos dos cidadãos', já alertava o magno Norberto Bobbio. Os Direitos Fundamentais são a única garantia que possui a sociedade civil, para levar adiante os ideais de Justiça e Liberdade. Por isso nós, do Aerus, colocamos tantas expectativas no aguardo angustiante do julgamento que diz respeito à nossa causa (Processo RE/571969).

Senhor Presidente do STF, as doenças e os gastos com medicamentos estão nos vencendo. A vida está murchando. Estas tristes palavras representam histórias de famílias brasileiras que estão sofrendo, que tiveram sua dignidade aviltada, agredida e desprezada. Temos, contra nós, a marcha de um algoz inexorável: o tempo.

'Em tempos de responsabilidade social, cabe ao Judiciário, assumir também a sua cota-parte, saindo do isolamento, tornando-se social e politicamente relevante ao lutar pela inclusão dessas pessoas, protegendo-as efetivamente em seus direitos fundamentais e, por conseqüência fortalecendo-lhes a crença no valor inquestionável da cidadania.' Essas palavras sabiamente proferidas pelo Senhor Presidente no dia 23 de abril de 2008, quando da posse no cargo máximo do Supremo Tribunal Federal, são nosso único alento na atualidade. Torna-se mais forte um País, assim como suas Instituições, quando podemos ouvir tais citações.

Desejamos, sinceramente, que o período de vossa permanência no comando do Supremo Tribunal Federal reflita a retidão, a competência e o brilhantismo que sempre nortearam a vossa trajetória. Em suas mãos estão as nossas últimas esperanças.

Respeitosamente,

Carlos Edmundo Matzenbacher

Comissário de vôo – Varig

Aposentado Aerus – Joinville – SC

Integrante do grupo de aposentados AERUS no Paraná

'FAÇA O QUE EU MANDO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO'

'FAÇA O QUE EU MANDO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO'

São Paulo, 12 de maio de 2008.

Isaias Guimarães

Aposentado Varig

Certamente, esta é a máxima predileta do Governo Federal! Enquanto pede aos brasileiros para cumprir a lei, a cooperar, pagar correta e honestamente os impostos, deixa de cumprir uma simples sentença judicial, favorável a um não tão pequeno grupo de brasileiros, lesados por sua incompetência, e má fé de alguns de seus colaboradores.

O assunto não é tão simples assim! A princípio seria apenas mais um desmando do governo, que em conseqüência, deixou à míngua nove mil chefes de família, aposentados da ex-maior empresa aérea brasileira, que durante 80 anos prestou serviços diferenciados de transporte aéreo aos seus milhares de usuários, ao redor do mundo.

O fato de nove mil famílias, cujos chefes, funcionários da Varig,quando ativos, haverem contribuído com boa parte de seus salários para obterem uma digna complementação de aposentadoria, missão que deveria ser cumprida de forma vitalícia, segundo a lei, e durou somente até o ano de 2006, não é o ponto mais importante, embora seja muito triste e desanimador.

Na verdade, o ponto mais importante, seria o descrédito da população com relação ao sistema nacional de previdência privada complementar.

O exemplo dado pelo governo com relação a conivência do órgão fiscalizador (SPC), com atitudes ímprobas da patrocinadora, Varig, traz a certeza de que nenhum investidor do sistema de previdência complementar no Brasil, seja de natureza aberta ou fechada, pode estar seguro de receber os benefícios prometidos.

Vejamos, em continuação, o que aconteceu com os contribuintes, hoje aposentados, da virtualmente desaparecida Varig.

Já em 2001, se prenunciava o desastre. A Varig, em estado pré-falimentar, deixara de recolher ao Instituto Aerus, não só sua parte, porém também deixara de repassar os valores descontados em folha, de seus funcionários. Passaram-se cinco longos anos, sem nenhuma providência do órgão que fora criado especialmente para fiscalizar os planos de previdência complementar fechados. Pior que tudo, a Secretaria de Previdência Complementar, endossou 21 contratos ilegais, emitidos pela Varig, para 'garantir' simbolicamente sua dívida que girava em torno de R$ 3.0 bilhões (em números atuais).

No ano de 2004, foi movida uma ação civil pública, denunciando os crimes, e requerendo a cobertura devida por parte do governo, já que se tratava o Instituto Aerus, administrador dos planos Varig de aposentadoria, de uma entidade regularmente reconhecida, e cuja fiscalização estava a cargo da Secretaria de Previdência Complementar, órgão vinculado ao Ministério da Previdência.

O Desastre anunciado aconteceu em abril de 2006. A Secretaria de Previdência Complementar, que negligenciava há muito tempo suas atribuições, não fiscalizando, 'descobriu' que devido a dívida da Varig, o Instituto Aerus não possuía fundos suficientes para honrar o pagamento das pensões dos aposentados.

Diante disso, mesmo sendo totalmente culpada pelo ocorrido, já que fora conivente com a desonestidade da administração da Varig, a Secretaria de Previdência Complementar (SPC), decretou a liquidação dos planos de benefício Varig, por falta de recursos suficientes para cobrir as Reservas Matemáticas de seus aposentados.

A partir dessa data, teve início uma verdadeira 'via crucis' para os mais de nove mil aposentados e suas respectivas famílias, que após contribuírem durante décadas com valores extras para garantir uma velhice tranqüila, em razão da irresponsabilidade, para não dizer, má-fé, de altos funcionários do Ministério da Previdência, mancomunados certamente, com diretores da Varig e do próprio Aerus, passaram a receber entre dez e cinqüenta por cento do que recebiam normalmente; situação que prevalece até os dias atuais.

Todas as denúncias já haviam sido compiladas em textos sobejamente suportados por provas irrefutáveis da responsabilidade do governo federal, via Ministério da Previdência, e assim, foi apresentada ao judiciário, através da já referida ação pública, de 2004.

No momento em que ocorreu a redução da suplementação, em abril de 2006, foi requerida a antecipação dos efeitos da Tutela, obrigando a União a se responsabilizar pela complementação das aposentadorias. Após a primeira recusa do judiciário, foi interposto Agravo de Instrumento, que resultou em sentença favorável exarada pela Desembargadora Federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Dra. Neusa Alves da Silva, em 18/07/2006.

Segundo a decisão, a União deveria se responsabilizar pelo pagamento das suplementações dos aposentados Varig, até então a cargo do Instituto Aerus de Seguridade.

O processo em questão, é o de nº 200601000164344 (TRF da 1ª Região), dele constando a sentença da Desembargadora, com observações pertinentes a responsabilidade da União, como nos seguintes trechos:

'.........cuja responsabilidade administrativa está diretamente vinculada à Secretaria de Previdência Complementar, órgão do Ministério da Previdência Social. Com efeito, a referida Secretaria tem a obrigação de fiscalizar os atos administrativos praticados pelos gestores do orçamento que lhe fora confiado pelos contribuintes do Fundo de Previdência, sejam eles, os contribuintes participantes ou patrocinadora'

'A atividade de fiscalização engloba também o conhecimento dos atos inerentes a administração e a destinação que vinham sendo aplicados ao saldo do fundo'

'Há fumus boni júris, sim, diante da prova indiciária até aqui oferecida, que poderá ser confirmada ou infirmada no decorrer da instrução'

'Quanto ao periculum in mora, é inafastável, olhando a questão sob o prisma do prejuízo imediato causado aos participantes do plano, estes que, com certeza não deram causa ao 'débâcle' do sistema, não podendo, nem devendo ser atingidos pelos problemas ocasionados por sua péssima gerência'

'Acresça-se a essas considerações, o fato de constituir, o pagamento dos benefícios pleiteados, verba de caráter eminentemente alimentar, o que reforça a conclusão na direção da concessão da liminar reivindicada'

O governo federal, por mais incrível que possa parecer, ignorou solenemente a sentença, e conseqüentemente, a própria justiça, da qual se arvora autêntico paladino. Fez pouco caso do judiciário e de nós, pobres aposentados que ficamos a ver navios, ou seja: continuamos a receber apenas uma pequena parte daquilo que seria devido! Daquilo que deveria ser garantido pelo governo! Afinal, será que alguém se recorda ainda, para que servem os órgãos fiscalizadores mantidos pela União?

Conforme já dissemos acima, o governo se esquece que o acontecido com os nove mil aposentados da Varig, é apenas um exemplo da fragilidade da garantia que ele mesmo se propõe a dar a todos que investem em previdência complementar, senão vejamos:

A SUSEP está para os investidores em planos de previdência abertos, como a SPC para os investidores em previdência fechada, portanto, é mais que justo supor que pessoas da mesma estirpe, dirigem as duas entidades, já que ambas são vinculadas a ministérios, sendo a SUSEP ao Ministério da Fazenda e a SPC ao Ministério da Previdência.

Continuando o raciocínio, podemos estar certos de que, caso ocorram contratempos com as mega empresas financeiras que patrocinam os planos de previdência complementar, dentre elas os principais bancos privados do país, o governo deixará órfãos, mais de 5 milhões de pessoas que de boa fé contribuem mensalmente, esperando receber um bom pecúlio na aposentadoria.

O sistema de previdência complementar no Brasil acumula hoje, algumas centenas de bilhões de reais, imensa fortuna, aplicada nos diversos fundos de investimentos, o que cria uma cadeia de dependência muito grande em nossa economia.

Imaginemos uma crise financeira interna, assim como ocorre ainda em continuidade nos Estados Unidos, nos dias atuais, onde grandes bancos, como City, Merril Lynch e outros, contabilizam fabulosos prejuízos. Podemos garantir que isso não é tão difícil de acontecer, pois como diz o velho e sábio adágio: 'quanto maior o tamanho, maior a queda'. Lembremos os casos de mega instituições como Banco Econômico, Banco Nacional, Bamerindus, Auxiliar e outros, falidos, em um passado recente.

A SUSEP, conforme já dito, é o órgão fiscalizador do sistema de previdência complementar aberta, porém, não há garantia nenhuma, a partir da vergonha que foi a fiscalização similar da SPC sobre os planos de previdência fechada, que esse órgão está de fato, fiscalizando. Mais ainda, em caso de crise, a SUSEP ficará ao lado de quem? Dos investidores que vem colocando seu suado dinheirinho mensalmente nos fundos de previdência, ou dos poderosos banqueiros, como fez o próprio governo federal, criando um barco salva vidas, chamado PROER para salvar banqueiros falidos?

Infelizmente, contrariamente ao procedimento ideal em uma plena democracia, tão propalada pelo nosso mui digno Presidente da República, o governo só age sob pressão, ou constrangimento. Ora, quem possui os quesitos necessários para pressionar e constranger, será sempre o chamado 'quarto poder'. Mas a mídia, só dá destaque aos grandes escândalos ou grandes desgraças, que causam comoção popular, como o recente caso do assassinato da pequena Isabella! Não interessa a ela (mídia), notícias consideradas menores, sem muito clamor popular, como é o caso dos nove mil aposentados da Varig, que ao contrário dos beneficiados com a tal 'bolsa família', concedida pelo governo para remunerar pessoas que nada produzem além de filhos, trabalharam uma vida inteira, pagando mensalmente valores relevantes, para terem uma digna aposentadoria, e foram simplesmente roubados pelo próprio governo que apoiou e endossou todas as falcatruas da antiga Varig.

O tal programa 'bolsa família' custa aos brasileiros, cerca de R$ 1,25 bilhões por mês! Já a complementação aos aposentados da Varig, que o governo deveria honrar, segundo sentença promulgada pela justiça, custaria menos de 2% desse valor.

Os aposentados da Varig não pedem, e nem querem esmolas, ou favores políticos! Querem, isto sim, a devolução, em forma de complementação de aposentadoria, do que pagaram com muito sacrifício durante anos a fio!

Por outro lado, a complementação determinada na sentença, seria provisória, já que todos os beneficiários contam com idade acima de 65 anos e, portanto, com pequena expectativa de vida.

Hoje, morrem cerca de 280 desses aposentados por ano, e como o benefício termina com a morte, essa complementação legal, seria certamente, decrescente e finita.

Ao contrário do que se espera, no entanto, a mídia critica, ao invés de apoiar, como no caso da revista Carta Capital de 30 de abril, em matéria assinada por Rodrigo Martins, falando sobre o estoicismo de um verdadeiro herói, que aposentado, aos 75 anos de idade, ainda tem disposição para lutar contra a injustiça do governo, que o relegou, assim como aos seus mais de 9 mil colegas, a esta situação de humilhação e descaso.

Ele certamente não está atrás dos tais '5 minutos de fama' como sugere a matéria! Na verdade, se ele comparece aos locais de tragédia, certamente não é para se promover pessoalmente e sim, por saber que somente em locais como esse, pode ser visto pelos 'urubus' da mídia, que de forma indireta, podem divulgar aos quatro ventos, o descaso governamental, para com cidadãos honrados como ele. Eis um resumo da matéria:

'Alguns curiosos não escondem o desejo de aparecer diante das câmeras. Ora fantasiado de anjo, ora de caveira, o aposentado Amaury Guedes, de 75 anos, busca os holofotes para advogar sua causa. 'Quero aproveitar essa tragédia para divulgar a minha e de outros 8 mil funcionários mantidos pelos fundos de pensão Aeros e Aerus, que estão morrendo de fome por não receber os benefícios', diz o ex-comissário da Varig, pouco antes de reclamar da falta de atenção da mídia. O desdém dos repórteres não é por acaso. Há tempos, Guedes utiliza a mesma estratégia. Já esteve fantasiado, por exemplo, no desabamento da Linha Amarela do Metrô e ao lado dos destroços do avião da TAM'

Diante da intransigência do governo e do descaso da mídia, um grupo de aposentados da Varig, planeja para breve, a tomada de algumas ações efetivas, tanto quanto radicais, como:

- Greve de fome em Brasília, que no caso dos idosos, todos com mais de 65 anos, equivale a um suicídio coletivo.

- Campanha durante a greve, pelo cumprimento da sentença, através de cartazes elucidativos, denunciando à população, os fatos como eles são.

- Envio de cópia desta matéria à Revista Veja, que tem sido porta-voz da população, denunciando atitudes graves e esquivas do governo.

- Realização de uma campanha nacional, já que os aposentados da Varig residem em diversos estados da União, para que a população deixe de investir em sistemas de Previdência Complementar, uma vez que comprovadamente, o governo nada garante.

A troca de idéias sobre as ações acima, vem sendo realizadas através de uma comunidade do ORKUT, denominada 'Comissários/as aposentados Varig' Tópico ' Urgente-Aerus sob intervenção' (fórum).

APELO À MÍDIA - ALERTA SOBRE PERIGO DE PREVIDÊCIA PRIVADA

APELO À MÍDIA - ALERTA SOBRE PERIGO DE PREVIDÊCIA PRIVADA

Isaias Guimarães (66 anos)

Postado na comunidade do orkut 'Comissários/as Aposentados RG'

Reconstruindo

..., aqui vai a segunda versão de meu post (melhorada): Tenho estado um pouco afastado das lides orkutianas, para reflexão! Durante essa reflexão, lembrei-me de uma teoria, sobre as teorias, que era seguidamente repetida por um mui saudoso professor em meus tempos de faculdade: 'Uma teoria só é boa, se houver possibilidade de ser derrubada'. Pois é; o fato se repete aqui na comuna, onde todas as sugestões, feitas por todos, são contestadas com lógica e sabedoria, pelos demais, e desmoronam como as muralhas de Jericó. Assim foi com as sugestões sobre invasões e greves de fome. Como lenitivo, temos a sábia observação de alguém (não me lembro quem foi) que disse que 'cada um luta com as armas que tem'.

Há poucos dias, uma das minhas filhas, que é professora de direito civil e ambiental em uma Universidade aqui de São Paulo, sugeriu que eu fizesse uma matéria, resumindo a questão do Aerus, para ser inserida em seu blog, por sinal, muito concorrido, para fins de debates jurídicos entre seus habituais participantes, na maioria estudantes de direito. Fiz a matéria, que já está no blog! Quando li a publicação, tive uma idéia, 'de jerico', reconheço: Porque não tentarmos conseguir uma grande reportagem em uma revista reconhecida nacionalmente, como por exemplo, a 'Veja', que se especializou em fazer reportagens contundentes contra as falcatruas do governo? Pensem bem: há dois anos temos lido notícias 'a retalho' em jornais e revistas, sobre o caso Aerus.

As matérias têm focalizado o caso sob o aspecto das dificuldades que estamos passando, pelo corte de nossa aposentadoria, Nenhum órgão da mídia ainda se preocupou em ir um pouco mais a fundo, como por exemplo: sobre os responsáveis pela nossa desgraça, assim entendido, desde a desonesta diretoria da Varig, que cometeu dois graves crimes: o primeiro não pagando sua parte ao Aerus, e o segundo, de apropriação indébita, prevista no código penal, por descontar as contribuições dos funcionários e não repassá-las ao Aerus. Será que esses diretores estão passando hoje, dificuldades financeiras como nós? Como estão se arranjando com as próprias consciências? O mesmo deveria ser abordado com relação aos cúmplices, que foram à diretoria do Aerus e do Ministério da Previdência, unidos para nos roubar. Será que estão presos, os coitadinhos? E o governo. Porque não cumpre a sentença, já que é culpado? O que dizer do descaso do governo com o judiciário? Talvez seja falta de inteligência não aceitar o pagamento da complementação, que é muito mais barato que pagar a ação da defasagem tarifária! O valor mensal, já calculei, corresponderia a menos de 2% da tal bolsa família, onde as únicas coisas que os beneficiários precisam fazer para receber, são filhos!

Assim sendo, resolvi enviar a matéria, capeada por uma sugestão, ao redator da Veja. Simultaneamente, pedi uma 'força' ao meu editor (é uma editora alternativa, de demanda, no Rio, que publicou um de meus livros). Pensei ainda em uma ajuda coletiva, com centenas, talvez milhares de e-mails (já fizemos isto, lembram-se) para a Veja, para que eles pudessem sentir que o assunto é de fato, interessante. Em minha opinião, como o que interessa mesmo, é o volume, para demonstrar o grau de interesse, já que a matéria e a sugestão para a reportagem, já foram enviadas, os e-mails podem ser simples: só perguntando quando irá sair a reportagem sobre os aposentados da Varig. IMPORTANTE: As mensagens para serem lidas pelo pessoal da revista, devem conter obrigatoriamente, o nome, RG, endereço, e telefone do remetente. Enviar para: veja@abril.com.br – aos cuidados do Diretor de Redação. Vamos tentar? Se concordarem, façam uma campanha para conseguirmos muitas mensagens, pois só assim a revista irá se interessar. Para quem quiser ver a matéria completa no blog, ai vai o link: www.solange.guimaraes.zip.net

A seguir, cópia da carta que enviei à Veja:

Senhor Redator:

Faço parte de um grupo de aposentados da Varig, e tomo a liberdade de enviar anexo, um texto que elaborei para um blog, e como editorial de um pequeno jornal que dirijo em uma minúscula cidade de Minas Gerais. Sei que talvez o senhor não tenha tempo de ler todas as seis páginas do anexo, mas imploro que leia pelo menos este pequeno texto, e se houver interesse...........

Estou sugerindo uma ampla reportagem investigativa, sobre o assunto dos aposentados da Varig, pois sei que essa revista vem denunciando continuamente as arbitrariedades do governo; e no caso presente, existem muitas situações obscuras que podem vir afetar bastante nossa própria economia, caso os investimentos em Previdência Complementar venham cair em descrédito.

Seria muito interessante, saber-se, por exemplo: Onde estão os responsáveis pelo grande roubo cometido contra os aposentados da Varig? O que estariam fazendo hoje, os diretores desonestos da Varig, do Aerus e da SPC que armaram a arapuca? Estarão passando por dificuldades financeiras, como os aposentados que foram roubados?

Porque o governo não cumpre a sentença judicial, que custaria uma autêntica 'merreca' (menos de 2% do programa bolsa família, que ajuda pessoas que nada precisam produzir)? E os aposentados, como estão se 'virando'?

E se o sistema nacional de previdência complementar, que acumula saldo hoje, de mais de R$ 200 bilhões e sustenta muitos fundos de investimentos, entrasse em colapso? Isso não será impossível, a partir da fiscalização hipotética dos órgãos do governo, que poderá influenciar a população a não mais aplicar nesse tipo de investimento, já que o governo não garante que receberão seus pecúlios, como aconteceu com os aposentados da Varig.

Os aposentados da Varig, pela revolta, estão chegando ao seu clímax de resistência, estando dispostos a tudo, fato que pode ser comprovado através da comunidade onde se reúnem virtualmente.

Se houver interesse de V.Sa. em investigar, e entrevistar alguns envolvidos, fazendo a denuncia de mais essa 'sacanagem' do governo federal, que pode custar caro ao próprio país, leia por favor, o anexo.

Não tenho nenhum interesse pessoal, além de recuperar minha aposentadoria perdida, no entanto, em minha humilde opinião de jornalista do interior, a matéria mereceria uma reportagem de capa, pois não serão somente os aposentados da Varig e suas famílias que estarão interessados, mas também, os mais de 5 milhões de investidores em previdência complementar que não sabem do risco que correm, pela irresponsabilidade do governo. Com certeza, seria uma reportagem à feição para o competentíssimo Alexandre Oltramari.

Sei que é muito difícil ser atendido, mas agradeço da mesma forma.

Pelo menos 10 serão indiciados no acidente da TAM

Pelo menos 10 serão indiciados no acidente da TAM

Antônio Gaudério

Folha – JOSIAS DE SOUZA

26/04/2008

Nove meses depois da tragédia com o Airbus-A320 da TAM, em Congonhas, a Polícia Civil de São Paulo diz ter reunido provas para indiciar pelo menos dez pessoas no inquérito que apura os responsáveis pela morte de 199 pessoas. A informação foi divulgada pelo delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa, do 27º DP de São Paulo.

Responsável pelas investigações, Menezes Barbosa participou, neste sábado (26), do oitavo encontro dos familiares das vítimas do vôo JJ 3054. Deu-se em Porto Alegre, num auditório do Hotel Embaixador (assista aqui à reportagem da RBS).

O delegado esquivou-se de mencionar os nomes dos prováveis indiciados. Disse apenas que serão acusados de lesão corporal e homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Previu para junho a conclusão do inquérito. De resto, afirmou que a tragédia poderia ter sido evitada se uma regra da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) tivesse sido respeitada.

Trata-se da norma que proibia o pouso, em Congonhas, de aeronaves com os freios auxiliares travados. “Se a norma tivesse sido obedecida, o avião não pousaria em Congonhas e, conseqüentemente, poderia não haver acidente”, disse Menezes Barbosa.

O delegado disse ainda que tenta, há dois meses, inquirir Milton Zuanazzi, o ex-presidente da Anac que renunciou no auge da crise aérea. Deseja ouvi-lo justamente sobre a norma que diz ter sido desrespeitada.

Zuanazzi diz que não recebeu nenhuma intimação. Afirmou também que, na época do acidente, a norma mencionada por Menezes Barbosa ainda não estava em vigor.

UM PEDIDO DE SOCORRO

UM PEDIDO DE SOCORRO


SENHORES MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,


EU, FRANCISCA DA SILVA FERREIRA, VIÚVA, PENSIONISTA DO AERUS, ESTOU ENFRENTANDO ESTA CRISE COM BASTANTE DESESPERO. POR ISSO, DECIDI FAZER UM PEDIDO DE SOCORRO AOS SENHORES. NÃO FAÇO O PEDIDO SOMENTE EM MEU NOME, MAS EM NOME DE TODOS OS COMPANHEIROS QUE DEPENDEM DESTA PROVIDÊNCIA REFERENTE AO AERUS, QUE ESTÃO NESTE MESMO ABISMO QUE PARECE NÃO TER MAIS FIM.


LEMBRO-ME QUE, ALGUNS DIAS ANTES DO FALECIMENTO DO MEU ESPOSO, ELE FRISOU, JÁ NO LEITO DE MORTE, A SEGUINTE FRASE, QUE NÃO IREI ESQUECER JAMAIS, MESMO QUE SE PASSEM MUITOS ANOS. EU A TENHO ESCRITA:

- 'FRANCISCA, SEI QUE TENHO POUCO TEMPO DE VIDA, MAS ESTOU TRANQÜILO PORQUE DURANTE ESTES 36 ANOS DE TRABALHO E SACRIFÍCIO NESSA EMPRESA, CONSEGUI COM MUITA LUTA E SATISFAÇÃO PAGAR ESTA PREVIDÊNCIA, QUE VEM AMPARAR VOCÊ E MINHAS FILHAS, POIS SEI QUE É UMA EMPRESA SÓLIDA E, COM CERTEZA, O BENEFÍCIO QUE IRÁS RECEBER COBRIRÁ SEUS COMPROMISSOS ASSUMIDOS. VOCÊS TERÃO UMA VIDA DIGNA MESMO SEM MIM'.

VEJAM OS SENHORES COMO TUDO ESTÁ INCERTO. HOJE ESTOU PASSANDO UMA VIDA DE MISÉRIA, SEM PODER COMPRAR NEM AO MENOS OS MEUS REMÉDIOS. CONSEGUI VENCER UM CÂNCER, GRAÇAS A DEUS, COM MUITA FÉ E PERSEVERANÇA, LUTANDO CONTRA QUALQUER NEGATIVIDADE. E HOJE? HOJE NÃO ESTOU CONSEGUINDO VENCER ESTE OUTRO CÂNCER, O CÂNCER FINANCEIRO, QUE ME DEIXOU COM TANTAS DÍVIDAS. DÍVIDAS ESTAS, SENHORES, AS MAIS BÁSICAS: LUZ, CONDOMÍNIO, TELEFONE. NADA DE EXTRAVAGANTE. E AGORA, O QUE DEVO FAZER? VOU SAIR A PEDIR ESMOLAS? DEPOIS DE TANTAS LUTAS, É HUMILHANTE TER QUE DIZER ISSO, MAS PRECISO COMER DIARIAMENTE, E NÃO MENSALMENTE.

E AGORA, EU PERGUNTO COM MUITA FRANQUEZA AOS SENHORES: POSSO TER ESPERANÇAS? UMA VEZ QUE ESTA CARTA ESTÁ PASSANDO PELAS MÃOS DOS SENHORES, TEREI EU, ASSIM COMO MEUS COMPANHEIROS, A SORTE DE VER O JULGAMENTO DA DEFASAGEM TARIFÁRIA DE FORMA POSITIVA PARA O NOSSO LADO? AINDA TENHO A CERTEZA DE QUE OS SENHORES SÃO SERES HUMANOS IGUAIS A NÓS E, COM CARINHO, IRÃO ANALISAR ESTE E OUTROS PEDIDOS DE SOCORRO. SE O JULGAMENTO OCORRER COM A MÁXIMA URGÊNCIA, TODOS NÓS, AINDA VIVOS, PODEREMOS LHES AGRADECER. ESTA CERTEZA É A ÚNICA COISA QUE AINDA NOS RESTA.

PEÇO-LHES DESCULPAS PELO MEU DESABAFO, POIS NÃO TENHO MAIS COMO ESCREVER. NÃO ESTOU CONSEGUINDO VISUALIZAR A TELA, PELAS LÁGRIMAS QUE CAEM SOBRE MEU ROSTO. SÃO LÁGRIMAS DE DESESPERO. NÃO TENHO VERGONHA EM FALAR ISSO PARA OS SENHORES, POIS CHORAR É SENTIR-SE ALIVIADO POR ALGO, MAS A NECESSIDADE AINDA FALA MAIS ALTO. EU TERIA MUITO PARA ESCREVER, MAS SEI QUE VOSSO TEMPO É PRECIOSO, E NÃO QUERO ATRAPALHAR OS SENHORES. FICO NO AGUARDO DE UM PRONUNCIAMENTO FAVORÁVEL E URGENTE.

MUITÍSSIMO OBRIGADA,

FRANCISCA SILVA FERREIRA - PENSIONISTA DO AERUS

CURITIBA - PR

ABRIL DE 2008