com Agência Folha
da Folha Online
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A Polícia Civil prendeu nesta madrugada o empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas e do Oscar's Hotel, localizados na região do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). O empresário foi preso em um flat na mesma região.
Maroni estava foragido havia uma semana, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público por crimes de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas.
Oscar Maroni é investigado desde 2004. Ele acabou denunciado depois de declarar na TV que sua boate promove "prostituição de luxo". "Sim, é prostituição de luxo sim, não vamos ser hipócritas", afirmou ao "Jornal da Noite", da TV Bandeirantes.
Maroni foi encaminhado para o 96º Distrito Policial, onde fica a 2ª Delegacia Seccional Sul da capital.
Hotel

Segundo a prefeitura, a obra não corresponde à planta aprovada e, pior, transformou-se de prédio comercial em hotel. No último dia 26, a prefeitura lacrou o edifício. No dia seguinte, uma decisão judicial permitiu a reabertura do estabelecimento.
Veja a reportagem da Isto É - Dinheiro, de 2004, (abaixo) que estampava na capa o homem do negócio da protituição bem sucedida. Entre as pérolas que saiam de sua boca, estão:
Se referindo aos seus negócios: “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”.
“Podem me chamar de imoral, cafajeste, pornográfico. Mas eu sou um cara esperto pra caramba, não sou?”
Sobre seus empregados: “Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”
Sobre o que acha sagrado: “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas"

O editfício fica localizado a 600 metros da cabeceira da pista de Congonhas. Por isso, os pilotos dos aviões têm que desviar quando estão se dirigindo para a pista de Congonhas, que acabou ficando cerca de 130 metros mais curta. O projeto do Oscar Hotel, que ocupa 10 mil metros quadrados e custou 20 milhões de reais, já havia sido vetado pela Aeronáutica, mas misteriosamente acabou conseguindo autorização, inclusive também da Prefeitura de São Paulo, na administração Marta Suplicy.
Oscar Moroni Filho é dono do principal cabaré de São Paulo, o “clube prive” Bahamas, que rende mais de 30 milhões de reais por ano.
Leiam, a seguir a reportagem sobre o empresário - veiculada em setembro de 2004, pela revista Isto É Dinheiro:
POR CHRISTIAN CARVALHO CRUZ
Fotos: Frederic Jean
Revista IstoÉ Dinheiro - 29/setembro/2004
Colaborou Maurício Capela
POR CHRISTIAN CARVALHO CRUZ
Fotos: Frederic Jean
Revista IstoÉ Dinheiro - 29/setembro/2004
Colaborou Maurício Capela
Complexo de R$ 50 milhões terá casa noturna, hotel, restaurantes e arena de shows e lutas.
Jeans surrado, camiseta preta justinha, sapatos de camurça sem meia, piercing na orelha esquerda, cara de mau. O empresário Oscar Maroni Filho caminha rápido pelo meio-fio e vai apontando, sem pudor: “Este Jaguar é meu, esta Mercedes é minha, aquela Harley Davidson também, os dois apartamentos do último andar daquele prédio são meus, este terreno é meu, esta casa também, aquela outra, mais aquela...”.
Jeans surrado, camiseta preta justinha, sapatos de camurça sem meia, piercing na orelha esquerda, cara de mau. O empresário Oscar Maroni Filho caminha rápido pelo meio-fio e vai apontando, sem pudor: “Este Jaguar é meu, esta Mercedes é minha, aquela Harley Davidson também, os dois apartamentos do último andar daquele prédio são meus, este terreno é meu, esta casa também, aquela outra, mais aquela...”.

Os negócios de Maroni, que lhe rendem R$ 30 milhões ao ano, giram em torno do Bahamas, o clube privê mais badalado do País. Misto de boate, motel, restaurante e sauna por onde circulam garotas seminuas (em busca de trabalho, por assim dizer), a casa recebe 400 pessoas por dia. Pessoas de bolso pesado, que fique claro: executivos, políticos, artistas, empresários. Afinal, os custos operacionais da diversão são altos. Homens pagam R$ 97 para entrar. Mulheres, R$ 15. Meia cerveja custa R$ 15. Uma dose de uísque, R$ 200. E sessenta minutos do tempo das moças, que cursam faculdade de manhã e chegam em carrões importados, variam de R$ 300 a R$ 600. Algumas delas dão mais liquidez ao negócio tirando a roupa diante de computadores ligados à internet e instalados perto de um laguinho com carpas vermelhas. No segundo andar, ficam 23 suítes que só não têm espelho no colchão e no vaso sanitário. Valem R$ 69 a hora. O que se pratica ali é sexo pago, ponto. Mas o proprietário gosta de se referir ao seu empreendimento como “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”.
Não é para menos. O grosso da freguesia é de executivos em viagem de negócios. “Contratos são fechados aqui toda semana”, diz Maroni, num escritório decorado com carrinhos de brinquedo, bichos de pelúcia, CDs do Andrea Bocelli e o livro de Jack Welsh. Uma vez, o dono de uma grande empreiteira chegou com dois cidadãos do Oriente Médio. O grupo vinha dos EUA, depois de assistir ao vivo a uma luta de Mike Tyson. O empreiteiro, que estacionou seu jatinho em Congonhas, pleiteava a construção de uma estrada no país de seus convidados. O Bahamas ajudou nas tratativas: ele investiu US$ 6 mil e ofereceu aos futuros clientes a companhia das garotas mais caras da noite (duas para cada um). Levou o contrato. Já para políticos e figuras públicas há uma logística discreta. Eles têm entrada privativa à disposição e seguem direto a uma sala vip anexa ao escritório de Maroni, no segundo andar. De lá, escondidos atrás de um vidro espelhado, escolhem as garotas e mandam o garçom ir buscá-las. A estratégia também é usada por pilotos de Fórmula-1.


Atrás do Oscar’s, Maroni planeja levantar uma arena destinada a shows e lutas de vale-tudo, onde a platéia vai poder apostar nos lutadores. O business plan está pronto, falta só combinar com a Justiça. “Apostar é proibido, é contravenção penal”, diz o advogado Celso Vilardi. “A pena pode variar de três meses a um ano de prisão.” Seja como for, Maroni está empolgado. Já foi a Tóquio pesquisar projetos semelhantes e vai pedir R$ 12 milhões ao BNDES para tocar as obras.
O plano de ocupação do quarteirão com empreendimentos que se retroalimentam numa espécie de ciranda erótico-financeira se completará com uma churrascaria de carnes especiais. Sua especialidade será o pernil de “javaporco”, um animal que ele mesmo diz ter desenvolvido em sua fazenda a partir do cruzamento de javalis e porcos. Na mesma propriedade (700 hectares em Araçatuba-SP), Maroni cria 20 mil cabeças de gado e orgulha-se de produzir “60 mil bifes a cada 24 horas”.
“Podem me chamar de imoral, cafajeste, pornográfico. Mas eu sou um cara esperto pra caramba, não sou?” , pergunta.
Pode ser. Mas também é um patrão difícil, exigente – embora gabe-se de já ter financiado silicone para uma funcionária e uma cirurgia para curar o estrabismo de um garçom. De seus 110 funcionários, quatro são os principais executivos, que ele chama de capitães de área. Eles cuidam de departamentos distintos: financeiro, marketing, hotel e fazenda. “Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”, diz Maroni. “Negociar com ele é um jogo duríssimo. Se você relaxa, ele atropela”, conta Francisco Pellegrini, diretor da Fractal, editora com a qual Maroni está negociando uma nova revista para falar de “sexo, política e protesto”. Com o mesmo mote ele quer ter um programa de TV, que deve se chamar “Me tirem do ar”. E há ainda um projeto de franquear o Bahamas. O investimento necessário será de R$ 2 milhões, e o lucro, de R$ 300 mil, prevê. Tudo sob o guarda-chuva da holding Oscar World.
Maroni tem 51 anos, é pai de quatro filhos e foi casado por 24 anos. Se assume metrossexual e afirma gastar R$ 40 mil por mês com ele mesmo. Não fuma, bebe pouco, faz musculação e à tardezinha gosta de comer um queijo quente e uma pêra. “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas”, afirma.
Pode ser. Mas também é um patrão difícil, exigente – embora gabe-se de já ter financiado silicone para uma funcionária e uma cirurgia para curar o estrabismo de um garçom. De seus 110 funcionários, quatro são os principais executivos, que ele chama de capitães de área. Eles cuidam de departamentos distintos: financeiro, marketing, hotel e fazenda. “Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”, diz Maroni. “Negociar com ele é um jogo duríssimo. Se você relaxa, ele atropela”, conta Francisco Pellegrini, diretor da Fractal, editora com a qual Maroni está negociando uma nova revista para falar de “sexo, política e protesto”. Com o mesmo mote ele quer ter um programa de TV, que deve se chamar “Me tirem do ar”. E há ainda um projeto de franquear o Bahamas. O investimento necessário será de R$ 2 milhões, e o lucro, de R$ 300 mil, prevê. Tudo sob o guarda-chuva da holding Oscar World.
Maroni tem 51 anos, é pai de quatro filhos e foi casado por 24 anos. Se assume metrossexual e afirma gastar R$ 40 mil por mês com ele mesmo. Não fuma, bebe pouco, faz musculação e à tardezinha gosta de comer um queijo quente e uma pêra. “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas”, afirma.
Maroni começou a vida vendendo cachorro-quente num trailler à porta da Faculdade Objetivo, em São Paulo, na década de 70. Formou-se em psicologia e clinicou por seis anos. Uma dia lhe apareceu um paciente com ejaculação precoce. Doutor Maroni receitou noitadas com prostitutas e curou o rapaz. “Por interesse científico, eu conversava muito com as moças que atenderam o homem. Fui me informando e quando vi já tinha comprado a minha primeira casa de massagem. Tive dez delas, e fui desenvolvendo um grande know-how no setor. O resto é história.”
E uma boa dose de malícia...
NOTA
FONTE: VIDEVERSUS
Desfazendo a ... de Marta Suplicy...
PREFEITO DE SÃO PAULO DIZ QUE VAI DEMOLIR HOTEL QUE PREJUDICA CONGONHASO prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), afirmou nesta quarta-feira que suspeita que o prédio construído pelo empresário Oscar Maroni, dono do cabaret Boate Bahamas, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, tenha irregularidades. Se essas suspeitas forem confirmadas, o prefeito afirma que a administração municipal vai demolir a construção. "Existe uma suspeita, quase comprovada, de que aquele prédio está em situação irregular. Eu pedi que fosse constituída uma força-tarefa na prefeitura. Cabe à prefeitura neste momento, em sintonia com a Aeronáutica, verificar e também cabe à Aeronáutica legislar em relação à altura do edifício. Nós estamos nos preparando para demolir o prédio, caso se comprovem estas irregularidades. Não vai ser uma pessoa que vai prejudicar milhões de brasileiros. Portanto, nós vamos fazer a nossa parte. Não vou ser leviano em afirmar que isso irá acontecer, mas existe uma chance muito grande, devido às informações", disse o prefeito.
Segundo o prefeito, o prédio construído por Maroni não é o mesmo apresentado em projeto à Prefeitura e à Aeronáutica. "Este cidadão fez, na Aeronáutica, um projeto para construir um imóvel comercial. Já na prefeitura, o projeto foi residencial. Já houve uma fraude no início. Determinei que fosse cassado o alvará do edifício. Será cassado nesta semana e faremos tudo o mais rápido possível. Caso se confirmem as irregularidades, o prédio será demolido", confirmou o prefeito.
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